Cristo Redentor

Estadão

07 Abril 2012 | 09h54

A foto diante da estátua do Cristo já era obrigatória várias décadas atrás

Eleito em 2007 uma das sete maravilhas do mundo moderno, o Cristo Redentor é hoje um dos cartões-postais mais famosos do Brasil. E começou a fazer a alegria dos fotógrafos ainda na década de 1930, após ser inaugurado em 12 de agosto de 1931. Localizado no topo do Corcovado, a 710 metros do nível do mar, foi desenhado por Carlos Oswald e construído pelo escultor francês Paul Maximilian Landowski. Tem 1.145 toneladas de peso, 30 metros de altura – ou 38, contando base e pedestal – e 30 metros de largura de mão a mão.

Passageiros desembarcando do trenzinho do Corcovado

A idéia de construir um monumento religioso no alto do morro carioca havia sido dada pelo padre Pedro Maria Boss muitos anos antes, em 1859, à Princesa Isabel. Mas só foi retomada em 1921, às vésperas do primeiro centenário da independência do Brasil, quando o Rio de Janeiro ainda era a capital federal. A pedra fundamental foi lançada em abril de 1922 e, no ano seguinte, um concurso escolheu o projeto do engenheiro Heitor da Silva Costa como o melhor para o monumento. Com um detalhe: até 2005, quando foram instalados elevadores e escadas rolantes, visitantes só conseguiam alcançá-lo após subir 222 degraus. 

Vestidos e chapéus ditavam a moda da época

Quando a Estrada de Ferro do Corcovado foi inaugurada pelo imperador Dom Pedro II em outubro de 1884, o Cristo Redentor ainda nem existia. Aliás, sem a ferrovia, a própria inauguração do monumento em 1931 teria sido muito difícil: coube aos históricos trenzinhos a vapor que faziam a linha Cosme Velho-Corcovado transportar para o cume do morro, durante quatro anos consecutivos, todas as partes da estátua, além dos operários e materiais necessários à obra. Na época, eles foram considerados um feito da engenharia. Afinal, não era qualquer trem que conseguia vencer 3.824 metros de linha férrea, no terreno de mata atlântica totalmente íngreme que corta o Parque Nacional da Tijuca. Em 1910, eles foram substituídos por trens elétricos. Hoje o passeio ainda atrai milhares de turistas. O cientista Albert Einstein, o inventor Santos Dumont, os papas Pio XII e João Paulo II e a princesa Diana são alguns famosos que já fizeram o belo trajeto.