Lança-perfume

Estadão

11 Fevereiro 2013 | 13h14

 

As pessoas mais velhas ainda se lembram: carnaval antigamente era sinônimo de corso, marchinha, fantasia de pierrô ou colombina, confete, serpentina e – não podia faltar – um bom frasco de lança-perfume. Formado por uma mistura de éter, clorofórmio, cloreto de etila e essência, o líquido frio e perfumado começou a ser vendido no Rio de Janeiro em 1906 e logo ganhou milhares de fãs, que adoravam esguichá-lo em quem passava. Como se pode ver na foto acima, até as crianças se esbaldavam na brincadeira.

 


No início, era fabricado apenas pela Rodo Suíça, numa embalagem de vidro que quebrava facilmente.Em 1926, surgiu o Rodo Metálico, versão em frasco de alumínio, até hoje disputada por colecionadores. O sucesso entre os foliões fez outras marcas aparecerem Brasil afora. Em 1927, o consumo do produto já atingia 40 toneladas, segundo a imprensa carioca.

 

Por essa época, jornais começaram a noticiar que a brincadeira romântica estava dando lugar a um hábito perigoso: aspirar o líquido do frasco para obter uma sensação que ia do entorpecimento à euforia. Após casos de morte por parada cardíaca, o lança-perfume foi proibido no Brasil em 1961 por decreto do então presidente Jânio Quadros. E assim continua até hoje.

No post Carnaval de antigamente, você pode encontrar mais fotos da folia do começo do século passado. E, se tiver alguma fotografia antiga em casa e quiser vê-la publicada no blog, basta enviá-la para o e-mail blogalbumderetratos@gmail.com. O envio já implica autorização para publicação.

Você também pode ver outras imagens do País no século passado no livro Álbum de Retratos – Photographias Brazileiras (Editora TrezMarias, 320 páginas), escrito pelos autores deste blog.

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