Mais umas palavrinhas

Estadão

03 Abril 2012 | 09h52

Já falamos dos lambe-lambes na semana passada, mas vale acrescentar mais algumas informações e imagens. Além de fotografar os brasileiros e estrangeiros mais abastados, os lambe-lambes também percorriam periferias de cidades e áreas rurais. Ofereciam seus serviços principalmente em fins de semana e dias de festa. Os clientes mais comuns eram casais, famílias ou pais querendo uma foto dos filhos.

Na época em que as câmeras ficaram mais leves, não podemos esquecer ainda dos profissionais que registravam seqüências de pessoas passando pelas ruas e avenidas das cidades e depois ofereciam os instantâneos aos retratados. Veja, por exemplo, essas imagens abaixo:

 

 

 

Com o passar do tempo – e a clientela descobrindo outras formas de se retratar -, muitos lambe-lambes se viram destinados quase que exclusivamente a produzir retratos 3 por 4 para documentos. Em geral, já deixavam um paletó e uma gravata à mão, para o caso de aparecer algum cliente querendo fotografia para carteira de identidade ou reservista.

Hoje, os fotógrafos de jardim e suas câmeras-caixote estão praticamente extintos. A ponto de algumas cidades, como o Rio de Janeiro e Belo Horizonte, já terem discutido a criação de decretos reconhecendo-os como patrimônio cultural imaterial.