Caça de elefantes: prática arcaica e reprovada pela ONU

Caça de elefantes: prática arcaica e reprovada pela ONU

Edmundo Leite

17 Abril 2012 | 21h21

Tão arcaica quanto a monarquia nos dias de hoje, a caça esportiva de animais selvagens sempre foi um hobby apreciado pelos monarcas. Criticado por ir caçar na África enquanto o seu país enfrenta uma severa crise econômica, além de deselagante com o seu povo desempregado, o rei espanhol Juan Carlos ignorou uma antiga moção da ONU contra a caça de elefantes.

O Estado de S. Paulo – 17/10/1989

O hábito real de caça é mostrado nesta nota do Estadão anunciando que o monarca italiano Valdieri deixou seu castelo para ir caçar nas montanhas.

O Estado de S. Paulo – 03/8/1909

Mas o hábito não era exclusivo da monarquia. Outros poderosos também demonstraram publicamente seu fascínio pela prática de sair matando animais a tiros pelas florestas e campos. O republicano ex-presidente americano Theodor Roosevelt também era um desses aficcionados. Suas aventuras na África renderam livro e um filme de sucesso.

O Estado de S. Paulo – 26/6/1908

O Estado de S. Paulo – 21/5/1910

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Até no Brasil Roosevelt deu seus tiros. Durante sua temporada de caça pelo Mato Grosso, deixou um rastro de aves, cervos, antas, onças e macacos abatidos. Tudo devidamente embalsamado por um taxidermista para a sua coleção de troféus de caça. 

O Estado de S. Paulo – 28/12/1913

O Estado de S. Paulo – 02/5/1914

Pesquisa e Texto:  Carlos Eduardo Entini, Edmundo Leite, Lizbeth Batista e Rose Saconi
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