Dirigíveis, as temíveis máquinas de guerra

Dirigíveis, as temíveis máquinas de guerra

Lizbeth Batista

24 Março 2011 | 11h28

Sexta-feira , 24 de março de 1911

A foto do primeiro dirigível militar inglês estampava a página central do Estado, em 24 de março de 1911.

Os rápidos avanços na área da aviação faziam dos céus um novo espaço.  Eram novas fronteiras que deveriam ser cruzadas ou defendidas, de acordo com a situação imposta por uma Guerra.


O Estado de S.Paulo, 09 de setembro de 1910

Balões eram usados utilizados em campanhas militares desde o século XIX. Na Guerra Franco-Prussiana (1870–1871) foram usados, pelos franceses, para transportar correspondências no fronte.  Foram, também,  empregados para observação militar na Guerra de Secessão Americana(1861-1865) e pelo exército brasileiro na Guerra do Paraguai (1864–1870).

Mas foi o conde alemão Ferdinand Von Zeppelin quem, em 1900, aprofundou-se no uso militar dos balões.

Adaptando os princípios de flutuação dos balões para uma estrutura maior, desenvolvendo os primeiros dirigíveis.

Seu formato cilíndrico e sua longa estrutura com espaçados anéis de metal permitiam o transporte de cargas pesadas e a utilização de motores mais potentes que os das aeronaves existentes.

Na Primeira Guerra Mundial foram utilizados como bombardeiros, principalmente pelo exército alemão.

Mais baratos que os aviões, com a capacidade de carregar várias bombas, transportar homens e armas, foram máquinas de guerra muito usadas no Fronte Ocidental.

Pesquisa e Texto: Lizbeth Batista
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