Há 20 anos, ataque ao Iraque dava início à guerra em tempo real

Há 20 anos, ataque ao Iraque dava início à guerra em tempo real

Lizbeth Batista

22 Março 2011 | 16h31

Ataques aéreos, ordenados  após a liberação de uma resolução da ONU,  contra um país governado há anos por um ditador. A notícia que se assemelha ao atual cenário na Líbia de Muamar Kadafi era o  destaques das páginas do Estadão de 20 anos atrás.  O protagonista da época era Saddam Hussein.  O alvo, o Iraque.

O motivo, em 1991, era  a ocupação ilegal do Kwait  pelas forças de Saddam Hussein.  Tropas iraquianas ocupavam o Kwait desde agosto de 1990.

Após frustradas tentativas diplomáticas,  sanções econômicas  e bloqueios navais pra reforçar essas sanções, em 29 de novembro de 1990, foi votada e  aprovada na ONU a resolução 678. A ONU dava  ao Iraque o prazo de retirada até 15 de janeiro 1991.  Caso o Iraque não deixasse o Kwait, o uso da força  ficava autorizado, para restaurar a paz e a segurança internacional.

Dois dias após o prazo estabelecido pela ONU, em 17 de janeiro de 1991 um ataque aéreo às 2 da madrugada iniciava a Guerra do Golfo.

Os principais alvos foram, nessa ordem, as bateris anti-aéreas, armazéns e alojamentos militares iraquianas.   Depois as instalações de comunicação, os comandantes militares, e claro, o tirano no poder, Saddam Russein.

Se a Internet e as redes sociais foram os meios digitais que marcaram o levante popular do Mundo Árabe neste começo de ano, a transmissão via satélite por TV foi o marco tecnológico da Guerra do Golfo (1991).

Pela primeira vez, o mundo pôde acompanhar com atrasos de minutos o desenrolar de uma Guerra.