Há cem anos morria Antonio Fogazzaro

Há cem anos morria Antonio Fogazzaro

Lizbeth Batista

08 Março 2011 | 13h31

A edição de 08 de março de 1911 do Estado trazia a notícia da morte do escritor italiano  Antonio Fogazzaro.

Membro do moderno movimento literário conhecido como scapigliatura, era católico e  liberal. Sua obra foi marcada por suas escolhas filosóficas, seus personagens viviam conflitos morais sobre a razão e a fé.

Apontando a diversidade de sua obra – Fogazzaro escreveu romances, poesias e obras teatrais- a nota lembra suas obras mais marcantes: “Miranda”, “Valsolda”, “Perfume”, “Fiel”, “O Santo” entre outras.


Quarta-feira, 08 de março de 1911

O telegrapho traz-nos a noticia do fallecimento, em Vicencia, de Antonio Fogazzaro, o illustre escriptor do “Santo”.

Antonio Fogazzaro, poeta, romancista, philanthropo, idealista profundo, bemfeitor discreto gentil homem perfeito, era objecto de uma larga admiração em todo o mundo latino e era alvo de respeito e veneração em toda a Italia e especialmente em Vicencia, onde nasceu em 25 de março de 1842.

(…) Toda a sua obra literária revela um sentimento profundo da natureza, uma delicadíssima sensibilidade, um forte cunho pessoal.

Os ardores do seu temperamento exaltado são, todavia, temperados por um claro senso da justa medida. Apesar, porém, do esforço feito pelo artista para se dominar, elle nunca consegue apagar inteiramente o conflicto das paixões que atormentam a sua existência e das quaes soube admiravelmente tirar proveito para a sua arte. (…)

Pesquisa e Texto: Lizbeth Batista
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