O adeus a Cerqueira César

O adeus a Cerqueira César

Lizbeth Batista

28 Julho 2011 | 09h07

A edição de 28 de julho de 1911 trazia imagens do cortejo do enterro do Dr. José Alves de Cerqueira César.

                                                                                                           

Imagem: Arquivo/ AE

 Sexta-feira, 28 de julho de 1911

O enterro, que aconteceu no dia anterior, foi realizado com toda a pompa reservada à um ex-presidente de Estado.   A matéria descrevia a cerimônia como uma“nobre e imponente homenagaem á memoria do benemerito cidadão”

Figura muito querida, José Alves de Cerqueira César  um “cidadão que fora em vida uma personalidade eminente popular, exercendo em todos os espiritos uma supremacia que elle não criara, mas que derivava do seu trato affavel, simples, carinhoso e da pureza do seu caracter.”

Formado em Direito pela Faculdade do Largo São Francisco, foi presidente interino do estado de São Paulo, governou de dezembro de 1891 a agosto de 1892. Ingressou na vida pública como promotor público em Itapetininga.

Defendia a República como forma de governo nacional e foi um dos primeiros signatários do Manifesto Republicano de 1870. Em Rio Claro fundou, juntamente com Cândido Vale, o Partido Republicano Paulistano, do qual mais tarde se tornou secretário e depois presidente.

Foi responsável pela instalação do Superior Tribunal do Estado, pela criação das estações agronômicas, pelo desenvolvimento do Instituto Bacteriológico e da Escola Agrícola (hoje a Esalq-Unesp), em Piracicaba.

No período onde foi presidente de São Paulo enfrentou sério problema de Saúde Pública. Uma grande epidemia de febre amarela varreu o estado, para sanar a situação investiu em obras de o saneamento em Santos e na Capital.

O reconhecimento popular fiacava evidenciado no dia de seu sepultamento. As vias por onde o cortejo passou, à caminho do Cemitério da Consolação, foram tomadas por pessoas que queriam prestar homenagem ao ilustre magistrado. “Ao longo desse prestito, que chegou a assumir proporções nunca vistas, achavam-se representadas, em largo numero, todas as classes sociaes de São Paulo, desde o mais alto magistrado do Estado ao mais modesto operario das officinas”

Fora da arena pública, foi um dos  jornalistas fundadores do jornal a A Província de São Paulo, que após o advento da República tornou-se o jornal O Estado de São Paulo

Pesquisa  e texto: Lizbeth Batista