O naufrágio do Titanic nas páginas do Estadão

O naufrágio do Titanic nas páginas do Estadão

Lizbeth Batista

17 Abril 2012 | 17h30

Primeira imagem do Titanic publicada no Estado de S.Paulo

O Estado de S. Paulo, 19 de abril de 1912

No dia seguinte ao naufrágio do Titanic , 16 de abril de 1912, o jornal O Estado de S. Paulo publicou a primeira notícia sobre o desastre. Com o passar dos dias e com a gradual chegada de telegramas com novas informações, a cobertura da tragédia  passou a ganhar mais destaque.

Nos primeiros dias após o naufrágio as informações que chegavam eram desencontradas e inconsistentes.

Vários telegramas, de diferentes partes do mundo, prenunciavam a gravidade do naufrágio, mas o número de mortos ainda era impreciso. Mesmo assim, asensação que fora grande a catástrofe dominava os espíritos. Parentes e amigos dos viajantes viviam um misto de preocupação, aflição e esperança.

Foi só com a chegada do RMS Carpathia à Nova York que a tragédia começou a ganhar forma concreta. Mais da metade das pessoas à bordo do Titanic haviam pereceram no mar gelado.

Viaje pelas galerias, conheça detalhes, testemunhos e impressões publicadas imediatamente após a tragédia marítima mais marcante do século XX:

Em busca de notícias, parentes e jornalistas dirigiam-se diariamente aos escritórios da Companhia White Star Line. Em Londres e em Nova York, uma multidão ocupou seus prédios.

A Companhia White Star Line pela primeira vez declara que é alto o número de mortos, mas não precisa quantos.

Em terra, o desastre tinha as perdas materiais contabilizadas. O prejuízo não atingiu apenas a Companhia White Star Line. Todas as companhias de transporte marítimo viram suas cotações caírem nas Bolsas e as Companhias de Seguros podiam prever as altas indenizações para desembolsar.

A chegada do RMS Carpathia a Nova York: com ele vem a confirmação do grande número de vítimas. Em seus depoimentos, sobreviventes revelam os dramáticos momentos da madrugada do dia 15, desde o choque contra o iceberg no final da noite do dia 14 à confusão e desespero no abandono do transatlântico que afundava.

A Marinha Mercante brasileira transmitiu seus sentimentos aos companheiros ingleses e declarou luto por 3 dias.

 

Na Inglaterra, o primeiro- ministro, sr. Herbert Asquith declarou que as tradições da Marinha foram mantidas durante o naufrágio. Enalteceu os bravos homens à bordo do Titanic que garantiram o salvamento dos mais fracos e zelaram pela integridade de mulheres e crianças.

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Reprodução de imagens: José Brito
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