Uma pequena conquista das mulheres suíças em 1911

Uma pequena conquista das mulheres suíças em 1911

Lizbeth Batista

02 Março 2011 | 06h45

A edição do Estado de 02 de março de 1911 trazia, entre seus destaques, a notícia sobre uma pequena vitória política das mulheres na Suíça: a admissão de mulheres nos conselhos eclesiáticos, escolares e filantrópicos.

O que a Suíça discutia há um século – a dimensão participativa que a mulher deveria ter na sua  política nacional – era  algo impensável para muitas outras Repúblicas naquele período.   Até na própria Suíça a resistência era forte. A oposição à participação feminina, vinda dos campos, mencionada no final da nota, mostrou-se forte durante todo o século XX.

Com isso,  a Suíça foi um dos últimos países europeus a conceder o direito de voto às mulheres. Só em 07 de fevereiro de 1971 as mulheres puderam participar das eleições federais .

Em alguns Cantões – regiões administrativas da Suíça- principalmente os cantões rurais e de língua alemã, a noção de que as mulheres deveriam ater-se à esfera doméstica permaneceu durante muito tempo. Esta concepção  era tão enraizada que em 1959 mulheres fundaram a Federação  das Mulheres Suíças contra o Direito Feminino ao Voto.

A cidadania plena para todas suas mulheres suíças e com ela o direito ao voto, é uma consquista recente.  Apenas em 27 de novembro de 1990, uma decisão da Suprema Corte Suíça garantiu o direiro ao sufrágios às mulheres do Cantão de  Appenzell Innerroden, a última região que ainda não havia estendido o sufrágio à suas mulheres.

A luta feminina por seus direitos, em especial a luta das sufragistas inglesas e americanas,  é tema recorrente nas páginas do Estado durante toda a década de 10.