Turismo e história nos trilhos de Santa Teresa

Turismo e história nos trilhos de Santa Teresa

Lizbeth Batista

02 Abril 2012 | 20h48

Bonde de Santa Teresa visto dos Arcos da Lapa, décad de 50. Foto: Arquivo/AE

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) publicou hoje no Diário Oficial da União o edital de tombamento de todo o traçado do sistema de bondes de Santa Teresa, no Rio de Janeiro.

O tombamento do tradicional sistema de bondinhos elétricos que corta o Aqueduto Carioca foi justificado pelo seu “elevado valor histórico e paisagístico”, e chega no momento em que o governo fluminense investe na sua revitalização. O projeto, no valor de R$110 milhões, inclui a recuperação dos trilhos, a modernização das estações e da sinalização, além da compra de 14 novos bondes.

A primeira linha de bonde do País foi instalada em 1859, no Rio de Janeiro, quando a cidade ainda era capital do Império. Desde então os bondes foram se adaptando aos progressos tecnológicos . Passaram da tração animal ao vapor e depois à eletricidade.

 

A Província de São Paulo, 25/10/1877

 

A Província de São Paulo, 17/09/1882

 A Província de São Paulo, 01/04/1884

 

A mudança ressabiou alguns usuários. Então, para sua tranquilidade anúncios esclareciam a segurança do novo meio: “ a corrente eléctrica nenhum perigo oferece aos Srs. Passageiros.”

 

Em 13 de maio de 1894, Santa Teresa inaugurou seu primeiro bonde elétrico. Dois anos depois, a Companhia de Carris Urbanos passou a utilizar como viaduto a estrutura de  pedra e argamassa em estilo Romântico, com 42 arcos duplos de 17,6 metros de altura, que em outro século serviu de Aqueduto para a cidade. Desde então, o bonde sob os Arcos da Lapa se tornou cartão postal e atração turística da cidade maravilhosa.

 O Estado de S.Paulo,13/08/1982

Pesquisa e texto: Lizbeth Batista
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