Bibliotecas de SP investem em ações para aumentar o público
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Bibliotecas de SP investem em ações para aumentar o público

Empresas também criam espaços de leitura para incentivar funcionários; exposição marca a importância da contação de histórias

Renata Okumura

22 Setembro 2017 | 19h46

SÃO PAULO – O hábito da leitura pode estar presente na vida das pessoas mesmo diante da correria do dia a dia das grandes metrópoles, que convivem cada dia mais com as ferramentas tecnológicas. “Tudo que é em excesso faz mal. A leitura é fundamental para o desenvolvimento cultural da criança. Para mim, é importante ter este momento com minha filha em uma biblioteca. Desta forma, ela não fica tão apegada ao celular. Quero que ela entenda o livro como uma companhia. E aqui a gente não gasta nada para ter esta experiência que é muito rica”, destacou a moradora Kátia de Santana que é mãe da Tainá Custódio Ufracker.

Kátia de Santana com a filha Tainá Custódio Ufracker Foto: Renata Okumura


Kátia costuma ir com a filha à Biblioteca Raimundo de Menezes, que fica na Avenida Nordestina, 780, na Vila Americana, na zona leste da cidade. A área onde ficam os gibis é uma das que mais atrai a pequena de 4 anos. “Que letra é esta aqui? E esta outra?”, brinca com a filha. Tainá atenta responde corretamente conforme você pode ver no vídeo abaixo.

Na última semana, a reportagem visitou a biblioteca e constatou que no local há livros para todas as idades, inclusive uma prateleira reservada às crianças e também livros que farão parte do próximo vestibular da Universidade de São Paulo (USP). O wi-fi é livre para acesso ao público e também há informações sobre atrações para quem gosta de colecionar gibis ou trocar figurinhas de álbuns. Além disso, a biblioteca também recebe concertos do Theatro Municipal de SP. No entanto, o número de frequentadores poderia ser maior.

Biblioteca Raimundo de Menezes Foto: Renata Okumura

A capital paulista conta com a Biblioteca Mário de Andrade, a segunda maior do País, e 54 unidades do Sistema Municipal de Bibliotecas distribuídas pela cidade.

Para atrair a população, a Secretaria Municipal de Cultura (SMC) lançou o programa Biblioteca Viva, que promove ações de aproximação do público com as bibliotecas.

“Estas ações incluem a disponibilização de wi-fi em todas as unidades, alteração na disposição dos livros no interior das bibliotecas, facilitando, assim, a visualização e manuseio por parte do público e inclusão de programação artística de linguagens variadas em todos os fins de semana em todas as bibliotecas. Inclusive, apresentações dos corpos artísticos do Theatro Municipal. Vale ressaltar que são atividades que conversam com o ambiente da biblioteca. As famílias podem ter estes espaços como opção de lazer, por exemplo. Estamos vendo que o número de frequentadores vem aumentando com a solidificação destas ações”, reforçou a nota.

Além disso, atualmente a pasta compra lançamentos dos últimos doze meses diretamente das editoras, proporcionando opções de leitura que o público encontra nas livrarias de shoppings.

Os números de frequência estão disponíveis no site da prefeitura.

Empresas incentivam o hábito da leitura Foto: Renata Okumura

Motivação corporativa. Atentas à importância do hábito, empresas criam ambientes para motivar funcionários. O espaço para Leitura Colaborativa CNU, por exemplo, incentiva, inclusive, a troca de livros. “O estímulo é fundamental para despertar o interesse das pessoas pela leitura. Tem livros de inglês, aventura e romance. O curioso é que a troca de livros, às vezes, ocorre dentro do próprio elevador ou no departamento de trabalho. Alguém já te aborda querendo saber o que está lendo. Nem dá tempo de devolver ao espaço de leitura. Desta forma, outras pessoas também demonstram interesse em participar”, relata a administradora de empresas Cláudia Fernandes, que trabalha em uma empresa de planos de saúde na região de Cerqueira César, que implantou o projeto dentro da companhia.

Cláudia também reforça que a ação promove interação entre os funcionários e está presente em todas as filiais da empresa. “Tem dias que está lotado e você acaba conhecendo outras pessoas. Os funcionários ficam à vontade para pegar um livro, claro que é preciso bom senso, todos sabem que o que vale é a troca de livros, mas confesso que tem dias que dá vontade de levar todos os livros para casa porque sempre há novidades”, destacou ela.

Exposição marco os 20 anos da Associação Viva e Deixe Viver Foto: Renata Okumura

Contação de Histórias. Para incentivar à leitura e tornar o ambiente hospitalar menos doloroso para as crianças, a Associação Viva e Deixe Viver reúne mais de mil voluntários atuantes e está presente em hospitais de São Paulo e de outros Estados e cidades do País.

Em homenagem aos 20 anos de atuação em 2017, a entidade organiza exposição que pode ser visitada até 28 de setembro no Conjunto Nacional, localizado na Avenida Paulista, 2.073, na Bela Vista.

Mostra fica em cartaz até 28 de setembro no Conjunto Nacional Foto: Renata Okumura

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