Cão abandonado em frente a universidade da zona sul preocupa alunos
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Cão abandonado em frente a universidade da zona sul preocupa alunos

Apesar do receio dos estudantes, DVZ informa que recolhimento de animais é feito apenas 'nos casos de agressão, invasão comprovada a instituições públicas ou locais em situação de risco, bem como nos casos de animais em estado de sofrimento'

Renata Okumura

27 Abril 2018 | 16h11

SÃO PAULO – O abandono de animais nas ruas da cidade traz sofrimento aos bichos e também receio à população quando eles são bravos ou mesmo estão ariscos em razão da situação enfrentada. Recentemente, a Blitz Estadão recebeu queixas envolvendo casos de abandono.

Alunos da Universidade Anhembi Morumbi, que fica na Rua Casa do Ator, 294, na Vila Olímpia, na zona sul da cidade, usaram as redes sociais para buscar ajuda para um cachorro que foi abandonado em frente a universidade. ‘Ele parece ser bravo e ao mesmo tempo está assustado’, disseram.

Facebook/ Bianca Cardoso

No entanto, procurada pela reportagem, a Divisão de Vigilância em Zoonoses (DVZ) de São Paulo esclarece que não é de sua atribuição o recolhimento de animais abandonados, perdidos ou machucados. E que a função primeira deste órgão é o de prevenir e controlar as zoonoses, como a raiva, desenvolvendo sistemas de vigilâncias sanitária, epidemiológica e ambiental em saúde.

“O recolhimento de animais pelo DVZ ocorre apenas nos termos do art. 7º da Lei Municipal nº 15.023, de maneira seletiva, e somente ‘nos casos de agressão, invasão comprovada a instituições públicas ou locais em situação de risco, bem como nos casos de animais em estado de sofrimento’, além daqueles ‘com suspeita de transmissão de zoonoses de importância em saúde pública'”, informou a nota.

Os alunos e funcionários ainda estão preocupados com a possibilidade de alguém ser mordido ou mesmo de o animal sofrer algum tipo de agressão.

+++ +++ Cão da raça pitbull é abandonado na USP e preocupa estudantes

Pitbull é abandonado no campus da USP do Butantã, na zona oeste Foto: Bárbara Tavares Schäfer

Moradores da zona leste também cobram ações da prefeitura com relação aos animais de rua.

“Avistei cinco cachorros na Rua Nelson Tartuce com a Avenida Águia de Haia, na zona leste. Quatro machos e uma fêmea. A fêmea estava encolhida porque estava no cio. Fato que podemos ver em várias ruas da cidade. Infelizmente, não há campanhas para castração dos animais que ficam nas ruas de São Paulo. Mas deveria ter. Até porque seria uma forma de amenizar a proliferação de animais nas ruas e amenizar o sofrimento de muitos, assim como transmissão de doenças”, disse morador que preferiu não se identificar.

A Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa) informa que a castração gratuita se dá por meio do Programa Permanente de Controle Reprodutivo de Cães e Gatos (PPCRCG), cuja estrutura contempla também toda a questão de conscientização de posse responsável.

Segundo a Covisa, o responsável pelo animal deverá se dirigir à Divisão de Vigilância de Zoonoses (DVZ), localizado à Rua Santa Eulália nº 86, em Santana, na zona norte.

As clínicas veterinárias contratadas estão localizadas nas zonas leste, sudeste, sul, norte e oeste.

As castrações também podem ser feitas nos mutirões pelas Organizações Não Governamentais (ONGs) contratadas em diversas regiões da cidade. Informações sobre os mutirões podem ser obtidas no início de cada mês pelo telefone 3397-8900. No entanto, não há informações com relação aos animais abandonados nas ruas da cidade.

Risco. Por volta das 8h30 desta sexta-feira, 27, motoristas informaram a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) que um cachorro de porte médio foi abandonado na pista central da Marginal do Tietê, no sentido da Castelo, em frente ao Anhembi, na altura da ponte da Casa Verde. Além do risco de acidente, população precisa ser orientada sobre a posse responsável.

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