Moradores reclamam de praças abandonadas na zona norte de SP
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Moradores reclamam de praças abandonadas na zona norte de SP

Ausência de lixeiras, mato alto e aparelhos de ginástica quebrados estão entre as queixas

Renata Okumura

05 Junho 2017 | 18h00

SÃO PAULO – Moradores que frequentam a Praça Rubens Fiorani na Avenida Engenheiro Caetano Álvares, na altura do número 6.000, na zona norte de São Paulo, se queixam da falta de conservação no local.

Morador reclama que aparelhos de ginástica estão quebrados (Foto: Renata Okumura)

O morador Felipe Scandura cobra manutenção constante. “A praça está praticamente abandonada. Faltam lixeiras e os equipamentos de ginástica estão quebrados. Tem um ponto de ônibus de cada lado da avenida, além de um supermercado grande, e não possui farol e nem uma faixa de pedestre. Com pouco cuidado, poderia ser um local melhor utilizado”, afirmou.

Na mesma região, a reportagem da ‘Blitz Estadão’ verificou muito entulho na Praça Sargento Tranquilino Santana. “Há, inclusive, uma barraca de morador de rua”, reforçou um morador da região, há mais de 20 anos, que preferiu não se identificar.

Lixo acumulado em praça da zona norte (Foto: Renata Okumura)

Apesar da ausência de manutenção nas praças citadas, uma iniciativa de crianças merece destaque e apoio também da prefeitura. Em frente à Praça Sargento Tranquilino Santana foi criado o ‘muro solidário’. Caixas de madeira foram fixadas na parede e cada uma possui uma finalidade. “As crianças que tiveram esta ideia. Você pode doar roupas, alimentos e até produtos de higiene. Mas seria preciso apoio para fazer uma cobertura, porque se chover estraga a iniciativa delas”, avaliou Scandura.

Crianças criam o ‘muro solidário’ (Foto: Renata Okumura)

A Prefeitura Regional Santana/Tucuruvi informa que o serviço de varrição dessas praças é realizado semanalmente. “Sobre os demais inconvenientes apontados, a regional esclarece que os locais serão avaliados no início da próxima semana para que as melhores soluções sejam determinadas”, finalizou a nota.

Descarte irregular de lixo e mato alto em praça da zona norte (Foto: Renata Okumura)

O descarte irregular desses materiais em vias públicas é passível de multa que pode chegar a mais de R$ 18 mil, conforme estabelece a Lei de Limpeza Urbana, nº13.478, além de ser considerado crime ambiental.

A capital paulista conta com 1.500 unidades de Ponto de Entrega Voluntária (PEV), 98 Ecopontos e cerca de 150 mil unidades de lixeiras espalhadas pelas ruas.

Em atenção à solicitação de faixa de pedestres na Avenida Engenheiro Caetano Alvares junto a Praça Rubens Fiorani, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), informa que a Avenida Engenheiro Caetano Álvares tem faixas de pedestres e semáforo no cruzamento com a Rua Voluntários da Pátria, perto da praça, que permite travessia segura. “Informamos ainda, que este local será avaliado dentro dos critérios técnicos da CET para verificar a necessidade de implantação de semáforo e/ou faixa para travessia de pedestres”, complementou o posicionamento.

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