Pacientes voltam a reclamar de falta de remédios na Unidade Dispensadora Tenente Pena
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Pacientes voltam a reclamar de falta de remédios na Unidade Dispensadora Tenente Pena

Em agosto, medicamento usado para controlar hormônio do crescimento que custa, em média, R$ 18 mil também estava indisponível na unidade

Renata Okumura

27 Novembro 2017 | 16h26

SÃO PAULO – Há três meses, Marli Conceição deveria retirar o medicamento Anagrelida na Unidade Dispensadora Tenente Pena, que fica na Rua dos Italianos, 506, no Bom Retiro, na região central da cidade.

“Recebi a informação de que não tem o remédio e não há previsão de entrega. O medicamento é para o tratamento de redução de plaquetas no sangue. Quem toma não pode ficar sem porque corre o risco de trombose”, destacou Ronaldo Silva que acompanhava Marli Conceição.

Pacientes reclamam de falta de medicamentos na Unidade Dispensadora Tenente Pena Foto: Renata Okumura

Ele acrescenta que a unidade reforçou que não tem previsão e depende da área da saúde. Em contato com a ouvidoria, Silva foi informado que deveria mandar um email e aguardar o retorno da rede médica.

A Coordenadoria de Assistência Farmacêutica esclarece que o medicamento Anagrelida não faz parte da lista de medicamentos definida pelo governo federal, para distribuição na rede pública. Porém, a pasta disponibiliza um canal de solicitações administrativas de medicamentos não padronizados pelo Ministério, que são avaliadas individualmente com base em evidências científicas sobre a eficácia terapêutica dos produtos prescritos.

“O medicamento dispensado para a Sra. Marli Conceição Gomes, está em fase de aquisição e deve ser entregue ainda neste mês, segundo o fornecedor, ao qual foi solicitada celeridade na entrega. A paciente será comunicada tão logo haja disponibilidade do item”, prometeu a nota.

Unidade Dispensadora Tenente Pena Foto: Renata Okumura

Em agosto, pacientes da Unidade Dispensadora Tenente Pena também reclamaram da falta do medicamento Somavert.

“Medicamento está em falta e sem previsão de entrega”, esta foi a resposta dada à Ana Maria por funcionários da unidade. “O Somavert é essencial à minha saúde. Estou há um mês sem o remédio”, desabafou ela. O medicamento usado para controlar o hormônio do crescimento custa, em média, R$ 18 mil para o tratamento mensal.

Na época, o Núcleo de Assistência Farmacêutica informou que a indisponibilidade mencionada pela paciente foi pontual e temporária.

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