Raízes de árvores invadem calçadas no Alto de Pinheiros
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Raízes de árvores invadem calçadas no Alto de Pinheiros

Moradores e estudantes também cobram iluminação pública e sinalização na Ponte Cidade Universitária

Renata Okumura

21 Junho 2017 | 18h47

SÃO PAULO – Quem utiliza a Ponte Cidade Universitária como passagem está insatisfeito com a falta de acessibilidade, sinalização e iluminação no local. A ponte, que cruza o Rio Pinheiros, fica localizada no Alto de Pinheiros, na zona oeste da cidade.

O empresário Márcio Carpinelli reclama dos buracos e falta de educação dos motoristas. “A calçada está esburacada, o que é muito ruim. Além disso, não há faixa de pedestres e é difícil atravessar. E onde há faixas, os motoristas não respeitam os pedestres”, avaliou.

Carros e raízes de árvores invadem calçadas na zona oeste de SP (Foto: Renata Okumura)

Rodrigo Pereira estuda na Universidade de São Paulo (USP) e todos os dias atravessa a Ponte Cidade Universitária. “É preciso melhorar a sinalização e faltam faixas de pedestres. A iluminação também é ruim á noite. Eu já fui assaltado”, destacou.


A reportagem da ‘Blitz Estadão’ observou as dificuldades enfrentadas pelas pessoas que saem da estação Cidade Universitária da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Algumas vão em direção à ponte Cidade Universitária, enquanto outras tentam caminhar pelas calçadas esburacadas e invadidas por raízes e galhos de árvores e carros, que, muitas vezes, ao serem estacionados ocupam parte das calçadas.

Raízes de árvores ocupam calçadas (Foto: Renata Okumura)

Quem circula pelo local de bicicleta também se queixa, como é o caso do estudante Pedro Mendes que precisou aguardar a ‘boa vontade’ de motoristas para acessar a ponte Cidade Universitária. “Não tem faixas de pedestres. Faltam semáforos nas proximidades da Rua Itapicura. A sinalização é ruim, e quando há, os motoristas não respeitam, e não há rampa de acesso no início da ponte. Deveria ter uma ciclovia no meio da ponte, porque pedestres e ciclistas dividem hoje o mesmo espaço”, acrescentou.

Pedestres e ciclistas dividem a mesma calçada na Ponte Cidade Universitária (Foto: Renata Okumura)

Para a atendente Jarilma Santos, o problema é com relação à iluminação precária. “Eu utilizo a ponte todos os dias para ir ao trabalho. Passo à tarde e à noite. Por volta das dez horas, é muito perigoso e a iluminação deixa a desejar”, afirmou.

O sociólogo e coordenador da Corrida Amiga e da Calçada Cilada, Andrew Oliveira, concorda com os relatos apresentados por trabalhadores e estudantes que atravessam a Ponte Cidade Universitária.

Andrew Oliveira participa de ação que tem como objetivo conscientizar as autoridades para a importância de investimento em infraestrutura. A ação também quer mobilizar a sociedade. Ele acompanhou a reportagem e constatou: “Ausência de faixas de pedestres e de iluminação à noite. As pessoas saem da estação Cidade Universitária da CPTM e na saída pela Praça Arcipestre A. de Oliveira não encontram faixas de pedestres para cruzar as vias na região. Outro problema é a ausência de rampas de acessibilidade”, disse Oliveira.

A movimentação na Ponte Cidade Universitária é intensa todos os dias. Andrew participou de uma contagem no local. “Cerca de 1.600 pedestres passaram pela ponte em uma hora e dez minutos. Fizemos a contagem em um dia da semana das 17h15 às 18h25”, lembrou.

A Prefeitura Regional Pinheiros informa que não constam registros de reclamação para o local citado. Entretanto, uma equipe irá até o fim desta semana fazer uma avaliação e tomar as devidas providências. “Sobre as árvores, está na programação de atividades da Eletropaulo, que já foi oficiada para executar a poda”, esclareceu a nota.

O Departamento de Iluminação Pública (Ilume) também irá analisar a falta de luz na Ponte Cidade Universitária.

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