Começa 2º dia de desfiles em SP

Estadão

05 Março 2011 | 23h11

Começou com atraso o segundo dia de desfiles do Grupo Especial do carnaval de São Paulo. A Nenê de Vila Matilde abriu a noite, de volta do Grupo de Acesso, e pela primeira vez sem o Seu Nenê, que morreu em 2010. Logo depois entrará a Águia de Ouro, seguida pela Mocidade Alegre, Unidos de Vila Maria, X-9 Paulistana, Gaviões da Fiel e, por último, Império da Casa Verde, às 4h10 da manhã.  Você encontra fotos da folia aqui no blog Carnaval 2011. Informações dos bastidores e do clima na passarela do samba você pode acompanhar pelo Twitter do Metrópole (@metropole_oesp). Siga!

Angela Bismarchi, madrinha de bateria da Nenê, usa fantasia repleta de cristais

Minutos antes do início, o clima já estava quente na concentração: um dos integrantes da Nenê de Vila Matilde se revoltou por causa da falta de guindastes para alçar destaques da escola nos carros alegóricos. Ao ver os equipamentos levantando membros da Águia de Ouro, o membro da agremiação ameaçou agredir os operadores do guindaste. O imbróglio foi resolvido apenas depois que a diretoria da Nenê de Vila Matilde interveio e conseguiu acalmar o integrante mais exaltado.

Blocos. Mais cedo, o Afoxé Filhos da Coroa de Dadá abriu a segunda noite de desfile, e os destaques foram as crianças e os estrangeiros. Em 48 minutos de desfile, duas crianças roubaram a cena: Akin Femi, de quatro anos, com seu chocalho na bateria, e Vitória Miranda, de 7 anos, vestida de baiana. “Desfilo porque gosto”, contou Vitória, que já desfila há dois anos no Afoxé. Já Akin, filho do mestre de bateria, Ângelo de Oliveira Ferreira, compôs a bateria só até a metade do desfile. “Eu cansei”, justificou.


Entre os estreantes do carnaval brasileiro estava o fotógrafo americano Daniel Ipstein, que é judeu e trabalha num documentário sobre religiões e a fé. Ele foi convidado para desfilar pelo Afoxé e gostou da experiência. “Foi maravilhoso, muito significativo para mim”, disse o fotógrafo. Além dele, um casal de franceses e um africano desfilaram com o Afoxé.

O Afoxé Filhos da Coroa de Dadá entrou na passarela do samba para abençoar o carnaval paulistano. Durante o desfile, o grupo cantou em iorubá (língua africana) e português, trouxe alas coreografadas, além das tradicionais ala infantil e ala das baianas. O Afoxé representa nações variadas do candomblé. (Daiene Cardoso e Gustavo Uribe)

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