O ano que não enxergamos

O ano que não enxergamos

Paulo Rosenbaum

01 Janeiro 2015 | 00h42

oanoquenãoenxergamos

Vida é clarão,

tempo não é excedente,

a passagem, ida permanente.

Frente à inércia, felicidade indistinta

alegrias imotivadas, navegação na desrazão.

Nas chantagens do poder,

A nostalgia não tem futuro,

E sob a curadoria do hoje,

só o instante é eminente.

A força do mundo é o agora

só por isso, a luta se sustenta,

a suavidade deixa de ser luxo,

para forjar o tempo,

no desejável extravio do momento.