O PCC sob o olhar do promotor

Estadão

26 Janeiro 2010 | 14h50

O Primeiro Comando da Capital realmente mudou desde que Marcola assumiu o comando da facção, depois de 2003. O poder foi descentralizado e as lideranças não mandam mais como antigamente. Essa mudança tem dado sobrevida à facção dentro e fora das prisões.

Essa nova estrutura, no entanto, não surgiu da cabeça de um estrategista pertencente às fileiras do PCC. “A facção teve que descentralizar poder porque quase todas as lideranças estão presas, com dificuldades de se comunicar. Era a única maneira de sobreviver à contraofensiva do Estado. O combate ao PCC hoje é eficiente com nunca foi”, diz o promotor Roberto Porto, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), encarregado no Ministério Público Estadual de acompanhar e processar os integrantes da facção.

Porto nega que o PCC tenha importância na redução dos assassinatos em São Paulo ou que ajude a regular o comportamento daqueles que escolheram a vida do crime. “O PCC hoje está voltado ao tráfico. Visa a arrecadação de dinheiro”, diz.


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