A insensibilidade de oficializar o apelido ‘Rabecão’

A insensibilidade de oficializar o apelido ‘Rabecão’

Edmundo Leite

21 Dezembro 2016 | 13h27

Quando a falta de noção, de sensibilidade e de bom senso se misturam surgem coisas como essas que podem ser vistas nas ruas de São Paulo nos últimos dias: veículos oficiais do governo do Estado de São Paulo para recolhimento de cadáveres com o nome “Rabecão”, um dos apelidos macabros para esse tipo de carro, pintado em letras garrafais sobre ele.

Desnecessário e desumano. Torcer para que não existam outros desses por aí com a inscrição “papa-defunto”.

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A ausência de carros funerários dignos são um bom símbolo da brutalidade dos costumes brasileiros. A recente tragédia do voo de Chapecó é um exemplo, com os caixões transportados sobre carretas de carga. Mesmo as agências funerárias particulares bem pagas não possuem veículos que levem um pouco de dignidade para essa hora difícil. Se há algum conforto nisso, taí um setor em que ricos e pobres são tratados igualmente.

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