A fase do desapego
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A fase do desapego

Redação

13 Outubro 2010 | 09h23

Passar pelas editorias significa uma oportunidade excelente para identificarmos diferenças entre o aprendizado na graduação e a prática no jornal. Vamos falar de uma delas: o apego excessivo ao texto.

Na universidade, ficamos tentados a supervalorizar o que escrevemos. É como se as palavras recém-escritas ganhassem vida própria e fosse proibido alterá-las. Corremos o risco de achar toda mudança prejudicial. O problema começa quando nos apegamos demais. Como resolver? Com humildade, um dos ensinamentos do colunista Paco Sánchez, a quem já foram apresentados.

Humildade para entender que sempre existem maneiras de aperfeiçoar a redação. Ainda que trechos ótimos fiquem de fora. Mesmo que seja preciso ler o texto pela décima vez. Trata-se de um exercício de transpiração. Afinal, bom jornalista não escreve para si. O leitor agradece.

O profissional também deve ser humilde para compreender os limites do jornalismo impresso. A matéria ocupará, com raras exceções, o espaço previamente estabelecido. Nem mais, nem menos.

Isso parece cruel, mas a prática comprova: os jornalistas sobrevivem à fase do desapego. A nossa teve início há quatro semanas.

Gustavo Aleixo, de 23 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

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