Bolachas e biscoitos
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Bolachas e biscoitos

Redação

13 Outubro 2010 | 12h14

53% da turma de focas do Estadão come bolachas. E vocês se perguntam: “E daí?” Explico: os outros 47% comem biscoitos. Sim, todos nós gostamos – suponho – dessas guloseimas recheadas. Porém, do mesmo modo como uns preferem as de chocolate e outros as de morango, há quem compre bolachas, não biscoitos.

As diferenças entre nós são gritantes, e vão além. Estão nas distintas cadências, volumes e tons de voz. Nas mesmas expressões de vários significados e nos inúmeros termos de definição comum. Nos 30 representantes de 19 cidades, natais ou escolhidas para viver e estudar. Estão somente nas nossas cabeças, vindas de quatro Regiões do País. As diferenças não existem: bolachas e biscoitos são iguais.

Claro, não pedirei na padaria, por exemplo, um “cacetinho” no lugar de um “pão francês”. Tampouco invocarei a padroeira do Brasil com a interjeição diminutiva “Nó!” (ou, em casos de maior espanto, “Nú!”). Nem trocarei “s” por “x” ou abdicarei de meu “r” característico. Isso, não. Somos iguais, mas nem tanto. Nestes 43 dias de curso, toda igualdade se manteve acima das expressões antes atípicas. Está nos olhares que, fora condenarem minha predileção paulistana por bolachas, traduzem a cidade que eu já não lia.

Gustavo Ferreira, de 24 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie

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