Chapéu, suspensório e bigode
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Chapéu, suspensório e bigode

Redação

15 Outubro 2010 | 08h33

Anotem essas dicas: os moços, quando entrarem na redação, devem ir bem vestidos. Usem chapéu, suspensório, gravata e tenham o bigode bem aparado – nada de boné. As moças devem andar bem arrumadas, para não sair da linha fina – e nunca se esqueçam de vestir sutiã e maquiarem bem em cada olho.

Por trás dessa brincadeira sobre dicas de aparência, esconde-se a Torre de Babel dos jargões jornalísticos: existe uma variedade de nomes para designar os elementos que compõem uma matéria. Título ou manchete? Linha de apoio ou linha fina? A resposta varia de lugar para lugar. No caso da 21º turma, esse foi um dos choques culturais entre os 30 focas que vieram de quatro Regiões e oito Estados brasileiros.

Confira a lista dos nomes mais comuns. E cuidado para não errar quando seu editor lhe pedir uma retranca ou um subtítulo: a mesma palavra pode ser usada para nomear elementos diferentes, dependendo da origem do jornalista e da redação.

– Título do arquivo / retranca
– Versal / chapéu / retranca / suspensório / boné / cartola
– Título / linha grossa / manchete
– Subtítulo / linha fina / bigode / sutiã / gravata / linha de apoio
– Lead / abertura / abre
– Intertítulo / subtítulo
– Retranca / correlata / sub / box
– Olho / janela

Na turma, só um nome foi unanimidade: legenda é legenda, e vice-versa. Ou não?

Mariana Congo, de 23 anos, é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pós-graduada em Produção em Mídias Digitais pela PUC-Minas

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