Contadores de histórias
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Contadores de histórias

Redação

11 Outubro 2010 | 08h23

O jornalista é, essencialmente, um contador de histórias. Histórias essas carregadas de responsabilidades, calcadas na vida real, chamadas de reportagens, notícias, artigos. Mas, no fim das contas, histórias. Neste curso, elas têm sido muitas. Em cada aula, são contadas por profissionais com os mais variados perfis, e têm em comum a enorme capacidade de ensinar, de comover, de permanecer na memória.

Isso porque são histórias reais, de pessoas reais, de dificuldades e dilemas reais que enfrentamos na profissão. Casos como os contados por Cecília Thompson na semana retrasada. Hoje com 74 anos, ela compartilhou com os jovens focas relatos comoventes de sua passagem pela redação do Estado, entre 1975 e 2008. Lembrou dos tempos da ditadura e do desafio de uma geração à qual “coube o fardo de ser forte”. Antes de ir embora, sorteou entre nós parte de sua biblioteca, deixando a seguinte dedicatória em cada livro: “Indigne-se ao menos uma vez ao dia.”

Momentos como esse não acontecem sempre na faculdade e, ao menos para mim, são tão ou mais significativos do que boa parte das teorias que aprendemos por lá.

Paco Sánchez, colunista do jornal espanhol La voz de Galicia, já citado pelos colegas em posts anteriores, propiciou outra ocasião semelhante. Ao definir os preceitos básicos para o bom jornalismo, elencou: “mirar, oír, pensar e contar”. Em seguida, para minha surpresa, completou: “amar”.

Amar no sentido de buscar compreender, um de nossos desafios diários diante da notícia. É a importância dessa troca de experiências entre convidados e focas, e entre os próprios focas, que gostaria de reverenciar neste post. Nesses primeiros 41 dias de curso, todos têm ensinado muito com suas histórias.

Felipe Tau, de 23 anos, é formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero