Focas em novo hábitat
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Focas em novo hábitat

Redação

06 Outubro 2010 | 18h00

Após duas semanas de atividades, chegou a hora tão esperada: 15 de setembro, uma quarta-feira, ficou marcado como o primeiro dia dos focas na redação. Desde o início do curso, esse é um dos momentos mais aguardados pelos jovens jornalistas. Todos têm seus assuntos preferidos – cultura, política, economia, esporte, cidades, etc. –, mas não podem escolher a quais editorias ir. Cada foca deve passar por cinco setores do Grupo Estado por um período de 13 dias.

Esse cronograma é determinado previamente pela coordenação do treinamento e é distribuído entre todos os veículos da empresa – O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Rádio Eldorado, Agência Estado e Portal estadão.com.br.

Diversos profissionais deram dicas de como se comportar nas redações. Entre eles, podemos citar: Denise Almeida, gerente de RH nas redações, Alexandre Gonçalves, repórter do Vida, Renata Miranda, repórter de Internacional, e, é claro, Francisco Ornellas, o adestrador oficial dos focas. Um dos conselhos mais ouvidos pelos aspirantes foi a prática do bom senso. É muito importante participar e dar sugestões no trabalho diário das editorias, porém é fundamental perceber quando se pode perguntar algo e solucionar dúvidas, para não atrapalhar um jornalista na redação.

O foca terá uma atuação mais ativa ou mais discreta de acordo com a editoria. Em algumas, ele conseguirá elaborar textos para serem publicados e, em outras, não terá tanto espaço. Uma grande oportunidade para os participantes do curso aprenderem ainda mais é comparecer à editoria em fins de semana. Isso porque, teoricamente, é um período em que os jornalistas da casa têm um fluxo de trabalho menor e podem dar mais atenção aos focas – obviamente, não se trata de uma regra.

Pode-se dizer que essa passagem pelas redações do Grupo Estado é uma experiência muito valiosa e, sem dúvida, ficar ao lado de profissionais de ponta vai nos ajudar nesse adestramento intensivo de focas.

Quase um mês depois de iniciado o rodízio, estamos na segunda editoria – agora, estou no Metrópole, por exemplo. Ainda restam três editorias para cada foca e a sensação é de que ainda temos muito o que aprender.

Amon Borges, de 22 anos, é formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e estudante de Filosofia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)