O trauma da folha em branco
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O trauma da folha em branco

Redação

14 Outubro 2010 | 17h56

Em quase 45 dias no curso, produzimos dez textos cada um, isso sem contar os que fizemos em passagens pelos veículos do Grupo Estado. Nesse tempo, um dos principais medos enfrentados pelos 30 focas foi o da lauda em branco, que trava a inspiração e prejudica a fluidez dos textos.

Esse trauma aparece quase sempre quando vamos escrever a matéria. Nessa hora, surgem incontáveis dúvidas. Por onde começar o texto? Que enfoque ficaria melhor? Lide clássico ou criativo? Quais citações utilizar? A apuração feita é suficiente? As questões acabam confundindo e, em casos extremos, levam ao fenômeno do texto empacado, que pode durar horas e levar ao desespero quando ocorre perto do deadline.

Mas se é verdade que parte dos focas ainda sente esse medo, também é fato que as aulas e a prática que o curso proporciona fazem com que enfrentemos esses desafios. Em uma de suas aulas, por exemplo, nosso professor espanhol, Paco Sanchez, deu orientações que, quando bem aplicadas, ajudam bastante na escrita dos textos. Para ele, depois de apurar e antes de iniciar a matéria, é importante escrever uma lista com as informações que podem ser usadas. Isso facilita a escolha das informações e auxilia no começo da escrita.

O segundo conselho de Paco para evitar o problema é, depois de ter deslanchado na escrita, reler o início da matéria e deletá-lo sem dó quando necessário. O conselho é útil porque, geralmente, quando escrevemos as primeiras frases de uma reportagem, ainda estamos definindo seu enfoque. O risco de mantermos a estrutura inicial é ter como resultado um texto sem ritmo. Reescrever o início, nesses casos, é o melhor a fazer.

Considerei as dicas importantes e úteis. Tanto que, depois dessas aulas, fiz uma análise em textos que produzi anteriormente. Percebi faltas de ritmo que poderiam ser evitadas com os conselhos de Paco.

Ivan Martínez, de 21 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Universidade de Taubaté (Unitau)

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