Em poucas palavras
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Em poucas palavras

Redação

06 Outubro 2010 | 12h00

Os 30 recém-formados jornalistas dos mais variados cantos do País deixaram casa, emprego e família e arriscaram São Paulo. A decisão seria mais difícil se o motivo não fosse viver o Curso de Jornalismo do Estadão. Dos sinais de boas-vindas do primeiro dia ao fechamento da matéria sobre o primeiro turno das eleições às 23h59 de ontem, contabilizamos 35 dos 101 dias de duração do curso. Nesse intervalo, aproveitamos para conhecer os novos colegas e identificar os sotaques, entre os indícios de “uai” e “tu” e os sonoros “s” dos cariocas e o “r’ dos paulistas de fora da capital.

Nas aulas, aprendemos com grandes profissionais. Luiz Carlos Ramos resgatou o amor pelas ruas. Fomos do exercício literário, no Centro de São Paulo, à certeza dos métodos científicos, com a reportagem de jornalismo científico, a pedido de Alexandre Gonçalves, da editoria Vida de O Estado de S. Paulo.

Esperamos, ansiosos, Paco Sánchez, que, sem chegar, ensinou a máxima “olhar, ouvir e pensar”. Olhar sem os olhos de vista cansada, descritos por Otto Lara Resende, para “desinstalar de nossos corações o monstro da indiferença”, como exigiu o exercício de Carla Miranda, editora do Viagem: descrever o caminho que percorremos da entrada do Estadão até a sala de aula.

As discussões políticas, éticas, econômicas e científicas ocorrem em meio a decisões de pauta e apurações para as reportagens. Tudo ao mesmo tempo. A filosofia torna-se repertório para o cotidiano do jornalista, explicou o filósofo Luiz Felipe Pondé. As aulas contextualizam o mundo, enquanto escrevemos sobre parte dele.

Da sala de aula, da rua, do parque, do Metrô, de todo lugar, encaramos a responsabilidade de escrever a história do presente. E o texto? “Revise, revise, revise!” e “Leia, leia, leia”, aconselha Francisco Ornellas, o Chico, coordenador do curso. “E, na dúvida, não escreva”, recomenda.

Em tempo: ter um prévio contato com o Manual de Redação e Estilo de O Estado de S. Paulo, de Eduardo Martins, ajuda muito quem tem interesse pelo curso. Estar por dentro das normas pode evitar os famosos “erros relativos” dos primeiros textos.

Andréa Carneiro, de 22 anos, é formada em Jornalismo pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp)