Pequenas observações sobre a poluição na Pauliceia
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Pequenas observações sobre a poluição na Pauliceia

Redação

18 Outubro 2010 | 17h05

A gente percebe que a cidade é poluída nos pequenos detalhes – afinal, nem sempre é possível ver a metrópole lá de cima, com sua assustadora e imponente aura cinza. São coisas como as mãos, a respiração, a barra da calça. Para não falar do céu, que nunca é realmente azul, e das estrelas, estas ilustres desconhecidas.

Nunca tive nenhuma espécie de TOC, mas lavar as mãos ao menos oito vezes por dia – uma banalidade por estas bandas – parecia desnecessário em Porto Alegre. A rinite, então, dá pulinhos. Nariz trancado ou coçando, uma característica do invernão gaúcho, também entrou no rol do every day.

Mas nem tudo é poeira e asfalto. A mesma poluição que faz os 11 milhões de habitantes da cidade engolirem o catarro e disfarçarem a tosse é responsável por pôres-do-sol espetaculares, quase vermelhos, marcianos. Do tipo que só um lugar singular como São Paulo pode oferecer.

Paula Bianca Bianchi, de 23 anos, é formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

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