Tambaú agradece
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Tambaú agradece

Redação

27 Outubro 2010 | 12h17

A possibilidade de o jornal de papel acabar em um futuro próximo é um dos temas de que mais ouço falar desde que entrei na faculdade, em 2006. Dias atrás, voltei a me deparar com essa discussão em uma palestra de Roberto Gazzi, editor-chefe do Estadão e responsável pela reformulação de produtos do Grupo Estado em 2010.

Gazzi destacou que, mesmo com a internet, o jornal mantém-se como um produto interessante, tendo um espaço muito grande para crescer no mercado brasileiro.

“O jornal é quase um parente. Quando erra, seus leitores lamentam, mas, quando acerta, eles vibram”, disse.

Apesar desse otimismo sobre a continuação do jornal de papel, Gazzi já mira o desenvolvimento de novas plataformas para a leitura de notícias, como os tablets (o iPad, por exemplo).

Essas novas plataformas diminuiriam os custos com papel e, principalmente, com a distribuição, um dos processos mais caros para as empresas jornalísticas.

Segundo Gazzi, fazer um jornal chegar até um local muito distante da sede da publicação é pouco rentável. Como exemplo desse panorama ele citou minha cidade, Tambaú, localizada a 300 km de São Paulo.

“Com o tablet temos um instrumento para crescer mais fora de São Paulo. Vamos poder economizar em papel e distribuição e investir mais em contratação de pessoas”, explicou Gazzi.

Até agora, o Estadão já disponibilizou duas versões para tablets. Mas, enquanto aplicativos como o iPad não se tornam populares, o jornal de papel continua forte, chegando aos mais remotos lugares. “O jornal tem de estar onde o leitor quer, quando o leitor quer”, diz Gazzi. Tambaú agradece.

Gustavo Antonio, de 22 anos, é formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero

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