Tinha de ser ele, uai!
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Tinha de ser ele, uai!

Redação

29 Outubro 2010 | 12h22

paulo.jpg

Paulo Saldaña, foca da turma de 2008, é repórter do Metrópole

A lista dos 30 focas da turma de 2008 saiu e ele não estava lá. “O que eu tenho de errado? Ah, relaxa, vai. Desencana. Você já está num lugar legal (Folha Online)”, conversou com seus botões e pronto. Dias depois, em casa, sozinho e assistindo a um desenho animado qualquer na hora do almoço, o telefone toca:

– Alô.
– Paulo?
– Isso.
– Aqui é o do O Estado de S. Paulo…
– Aí tem (pensou).
– Então, é… Quando é pra ser, tem de ser, né?

Uma menina havia desistido do curso. Na repescagem, entrava Paulo Saldaña: “É claro que eu topo”, respondeu a quem lhe ligou.

Foi o momento ideal para refletir sobre a profissão. “Na faculdade, muita gente fala que é no trabalho que se aprende para valer, mas eu não concordo totalmente com isso.” Segundo ele, os três meses do curso do Estadão foram uma valiosa oportunidade para pensar a atividade jornalística.

No fim da experiência, foi para a RedeTV! (já tinha trabalhado na TV Gazeta e na Band). Tempo depois, surgiu uma vaga no suplemento de educação Estadão.edu e ele não pensou duas vezes. “É que sempre quis, em algum momento, trabalhar em impresso”, justifica.

Paulo conta que foi uma sorte grande trabalhar com Sergio Pompeu, o editor do suplemento. “Para mim, é um dos caras mais competentes do jornal.” Uma das matérias mais legais que Paulo fez – e que lhe rendeu muitos elogios – foi sobre o vazamento de dados de 12 milhões de inscritos no Enem. Ele mesmo investigou e garantiu o furo ao jornal.

Há dois meses e meio está no Metrópole, editoria em que sempre quis trabalhar. Aos focas que pensam em ser repórter e temem, de alguma maneira, as surpresas dessa transição, ele dá algumas dicas:

– Ser ágil
– Apurar sempre como se fosse escrever para um grande espaço, mesmo que seja uma notinha (o que é apenas uma breve pode virar matéria)
– Saber que reportagem é também vida, e não se você já estudou na Europa ou não
– Entender a responsabilidade que se tem ao escrever uma notícia e os impactos que ela pode trazer
– Saber que toda matéria é feita em equipe (por mais que você apure e escreva, outras pessoas sempre estarão envolvidas – o amigo que lhe deu uma dica, o colega do lado, o editor…)
– Brigar pelo exclusivo, sempre

Detalhe: Para ele, havia “gente mais importante” na redação para eu conversar sobre experiências jornalísticas. Mas você é um ex-foca, o que a gente vai ser amanhã, Paulo! É importante trocar figurinhas com pessoas como você, uai.

– E o que mais lhe encantou no curso mesmo?
– Em primeiro lugar, as pessoas (os outros focas). Você vai ver.
– É, já estou vendo!

Vale lembrar que, além do Paulo, tem mais um tanto de ex-foca trabalhando em outras editorias do Estado e outros veículos do Grupo Estado.

Nayara Fraga Sampaio, de 24 anos, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas)

Mais conteúdo sobre:

Nayara Fraga SampaioPaulo Saldaña