Um jornalista também é feito de livros
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Um jornalista também é feito de livros

Redação

19 Outubro 2010 | 18h25

Para qualquer estudante de Jornalismo parece óbvio, mas vale a pena repetir: leia muito e leia sempre. Não apenas jornais, revistas e blogs, mas, essencialmente, livros. Esse foi um dos muitos conselhos repetidos à exaustão pelo professor Paco Sanchéz durante sua semana com os focas. Paco nos disse que devemos ler pelo menos um metro de livros (deitados) por ano e nos orientou a sempre carregar um livro na bolsa, para ler durante as esperas que surgem de repente ao longo do dia e acabar com a desculpa de que não se tem tempo para ler.

Ele não só nos recomendou o hábito da leitura diária como passou uma lista de 100 livros dos séculos XIX e XX que valem a pena ser lidos. Desses, separei alguns títulos para colocar nesse post. Não são manuais de jornalismo, mas clássicos da literatura, fundamentais para quem quer aprender a escrever um bom texto. Ler é essencial para saber construir frases, ampliar o vocabulário e até mesmo invejar o texto de um escritor genial. Como Paco me disse em sua última aula, invejar o texto alheio é um bom sinal. Um jornalista deve começar a se preocupar quando não inveja ninguém.

Dostoiévski – Os Irmãos Karamazov
Tolstoi – Guerra e Paz
C. S. Lewis – A anatomia de uma dor
Charles Baudelaire – Os Paraísos Artificiais
Joseph Conrad – Coração das Trevas
Charles Dickens – Um conto de duas cidades
William Faulkner – Sartoris
William Golding – O Senhor das Moscas
Ernest Hemingway – O Velho e o Mar
G. K. Chesterton – O homem que era quinta-feira

Vanessa Corrêa, de 26 anos, é formada em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP)

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