Uma massagem, por favor!
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Uma massagem, por favor!

Redação

12 Outubro 2010 | 18h55

Quase me acostumei. No último mês, com frequência sinto algumas dores na cervical. Às vezes, o corpo reclama logo cedo, ao acordar. Sem surpresas, o incômodo tem causa puramente emocional. É tensão. Não me sinto totalmente preparado para tudo isso, sabe? Mas, se estivesse, a experiência não teria a mesma graça…

No início das aulas, o coordenador do curso, Chico Ornellas, já avisava. O programa de treinamento exige 24 horas por dia de dedicação. Exagero? Talvez. Mas posso garantir que ele errou por pouco. Chegamos cedo ao Estadão e não saímos de lá antes do fim do dia. São dois períodos em classe, além do apoio às editorias dos veículos do Grupo Estado e das eventuais atividades aos sábados e domingos. O prazo de entrega das matérias, normalmente marcado para as 23h59, representa outro desafio – e, por isso, cheguei a passar o início de algumas madrugadas no jornal. Ruim? Nem pensar. Não esperava por outra coisa quando deixei emprego e família no Rio Grande do Sul.

Ao todo, dedico umas 13 horas por dia ao jornal, às vezes mais do que isso. E não estou contando os happy hours, ok? Em regra, fico envolvido com alguma função do curso. Nos momentos de tranquilidade, porém, permaneço no jornal simplesmente porque gosto de estar lá. O objetivo, simples, baseia-se em aproveitar cada minuto antes que essa se torne apenas mais uma boa história para contar. Dos colegas – porque minha vida social em São Paulo se resume a eles –, tiro novas amizades. Dos professores, a lição de que há ainda um longo caminho a percorrer na profissão.

As dores refletem esse turbilhão, um misto de medo, ansiedade e alegria. O que está previsto para amanhã? Prefiro nem pensar… A cervical agradece.

Gustavo Coltri Skrotzky, de 25 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)