‘Vida de jornalista’ x ‘Vida normal’
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‘Vida de jornalista’ x ‘Vida normal’

Redação

13 Outubro 2010 | 20h13

Pode parecer estranho, até contraditório, mas uma das falas mais intrigantes que ouvi até agora no curso foi um conselho do espanhol Paco Sánchez, colunista do jornal La Voz de Galicia, para que nós, novos profissionais do ramo, não levemos uma típica vida de jornalista.

Paco defende (e coloca em prática) a teoria de que, para desempenhar um bom papel nas redações, o jornalista precisa ter uma vida de “gente normal” fora do ambiente de trabalho. Ou seja, necessita conviver com familiares, amigos e outras pessoas que não são do seu campo profissional, além de reservar um tempo para o lazer.

Porém, na prática, o cotidiano de um jornalista é estressante. Para mudar este panorama, segundo Paco, é necessário justamente fugir da rotina básica dos profissionais da área, que consiste em acordar tarde, ler os jornais do dia somente ao chegar à redação e trabalhar até altas horas da noite; em seguida, partir para um bar, voltar para casa, ficar na internet até de madrugada e, só então, dormir.

Apesar de novos no ramo, nesses quase dois meses de curso já pudemos sentir o ritmo da profissão, constatando que, em alguns momentos, o corpo e a mente chegam perto de um limite. Em horas como essa, o jornalista pode até questionar o custo-benefício de sua profissão e, por isso, traz um certo alívio saber que há a opção de uma “vida normal” mesmo nesta atividade. Pois é o profissional quem vai escolher como conduzir seu cotidiano, tendo que equilibrar-se entre prazeres e sacrifícios relacionados à carreira.

Afinal, jornalismo não é um estilo de vida, mas sim uma profissão. Exigente e fascinante, porém, apenas uma profissão.

Gustavo Antonio, de 22 anos, é formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero

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