‘Estadão Notícias’: Ao radicalizar, PT adota uma estratégia suicida, afirma especialista
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‘Estadão Notícias’: Ao radicalizar, PT adota uma estratégia suicida, afirma especialista

Emanuel Bomfim

26 Janeiro 2018 | 06h00

Edição desta sexta-feira, 26, segue analisando os desdobramentos políticos do julgamento que manteve a condenação e aumentou a pena ao ex-presidente Lula para 12 anos e 1 mês de prisão. Ontem (25), a cúpula do PT se reuniu em São Paulo e firmou posição em manter a candidatura de Lula à presidência da República. Além disso, membros do partido responderam à decisão da 8ª Turma do TRF-4 com um discurso ainda mais radical: de enfrentamento da Justiça, mobilização nas ruas e até de “desobediência civil”, como conclamou o senador Lindbergh Farias (RJ). O próprio Lula, em seu discurso no evento, afirmou que não irá respeitar a decisão da Justiça.

Quais efeitos serão colhidos com essa estratégia mais radical colocada pelo PT? Conversamos com o cientista político Leonardo Barreto para comentar o assunto. Segundo ele, o PT caminha para o suicídio caso leve a cabo o discurso do enfrentamento. Para Barreto, ao negar e condenar as regras democráticas do jogo, o partido deveria se colocar fora do processo eleitoral. “Se isso não for uma bravata, o mínimo que o PT deve fazer é não disputar a eleição”. O especialista ainda avalia que este é o momento ideal para o PT superar Lula e pautar efetivamente um caminho para sua reconstrução. “Enquanto o partido estiver dominado por esse pessoal da estratégia de fazer uma opção ao País ‘Ou Lula ou o caos’, o PT será incapaz de voltar para o jogo democrático, o jogo eleitoral. O desenlace deste problema está dentro do próprio PT. Lá dentro que deve haver um debate entre os moderados e os radicais. Pelo bem da democracia, pelo bem do PT, seria muito importante que os moderados ganhassem essa disputa”.

 

Além da conversa com o cientista político Leonardo Barreto, programa de hoje recorre as informações sempre preciosas da editora da ‘Coluna do Estadão’, Andreza Matais. Ela conta em detalhes como a Polícia Federal está planejando a prisão de Lula. E o que implica prender um ex-presidente da República.

 

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Ex-presidente Lula participa de encontro da executiva nacional, em SP (Rafaela Arbex/Estadão)