‘Estadão Notícias’: Decisão de Trump sobre Israel cai bem nos EUA, mas irrita comunidade global
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‘Estadão Notícias’: Decisão de Trump sobre Israel cai bem nos EUA, mas irrita comunidade global

Emanuel Bomfim

07 Dezembro 2017 | 06h10

Edição desta quinta-feira, 07,  se aprofunda pela decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, em reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e transferir a embaixada norte-americana para lá. A medida não foi muito bem recebida pela comunidade global, em especial pelos países árabes e islâmicos. No ambiente doméstico, porém, a atitude quase encontra pleno consenso, mesmo entre democratas e republicanos, conta a correspondente do Estadão nos EUA, Claudia Trevisan. “Israel é uma das poucas questões que costuma unificar os dois partidos aqui nos EUA. O lobby pró-Israel é muito grande e você tem muitos doadores de campanha, tanto para os democratas, mas principalmente para os republicanos, que são alinhados com a defesa dos interesses do país”, explica Trevisan.

Ela ainda acrescenta que a decisão de Trump responde a uma promessa de campanha feita a uma parcela significativa de seu eleitorado. “Agrada principalmente a uma base super conservadora dele formada pelos evangélicos brancos americanos.  Eles foram cruciais para vitória de Trump. Representam cerca um terço dos eleitores do partido republicano e tem como uma das suas principais bandeiras o apoio a Israel”. Ouça relato completo no player acima.

 


O analista internacional Manuel Furriela (coordenador do curso de Relações Internacionais da FMU), também ouvido pelo programa, teme que a resolução de Trump possa acirrar ainda mais os ânimos na região. O conflito pode ter perdido fôlego nos últimos tempos, mas está longe de ter sido plenamente solucionado, lembra o professor. “Pode ser interpretado por parte dos palestinos como indicação de tomada de lado. Isso pode efetivamente prejudicar o diálogo. Os EUA construíram durante muitos anos, ou tentaram construir, essa função de interlocução. Eu espero sinceramente que essa mudança não traga esse desgaste, porque a posição americana, o peso dos EUA na comunidade internacional, com certeza continua relevante para ser um dos principais atores para fazer com que as partes negociem e cheguem a uma composição”, avalia.

 

Confira ainda nesta edição uma entrevista com um especialista em previdência: Theodoro Vicente Agostinho, do Instituto Brasileiro de Estudos Previdenciários. Segundo ele, a proposta da reforma enviada à Câmara precisaria avançar sobre problemas estruturais do sistema para ser mais justa, além de gerar um ajuste nas contas do setor.

 

Para participar do programa com seu comentário ou sugestão, você pode mandar um email para: podcast@estadao.com

 

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Presidente dos EUA, Donald Trump, anuncia mudança da embaixada do país para Jerusalém (Foto: Evan Vucci/AP)