‘Estadão Notícias’: ‘Não há como absorver todos os venezuelanos em Roraima’, avalia ACNUR
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

‘Estadão Notícias’: ‘Não há como absorver todos os venezuelanos em Roraima’, avalia ACNUR

Diego Henrique de Carvalho

13 Fevereiro 2018 | 06h00

O ‘Estadão Notícias’ desta terça-feira, 13, analisa a crise humanitária causada pela entrada massiva de imigrantes e refugiados venezuelanos no Brasil pela fronteira em Roraima. O problema fez com que o presidente Michel Temer decidisse interromper sua folga de carnaval com a família na base naval de Restinga de Marambaia, no Rio de Janeiro, e viajasse às pressas para Boa Vista. Segundo dados da prefeitura, cerca de 40 mil venezuelanos se estabeleceram na cidade motivados por uma série de razões, sejam elas econômicas ou ligadas à instabilidade política no país vizinho. Após reunião com autoridades nessa segunda, Temer anunciou uma força-tarefa para tentar resolver a situação.

Para falar sobre o assunto, o programa convida o oficial de informação pública do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Luiz Fernando Godinho. Ele aprova a intenção do governo federal de direcionar parte dos venezuelanos que estão em Roraima para outros estados. São Paulo, Paraná, Amazonas e Mato Grosso do Sul se preparam para recebê-los, adiantou o Estado na última sexta-feira. “O fato é que não há como absorver todas essas pessoas em Roraima. Então, essa ideia de realocar essas pessoas para outros estados do País, que tenham uma maior capacidade de absorvição, nos parece uma boa ideia (desde que seja feita) sendo feita de uma maneira organizada e controlada. É preciso identificar quem são essas pessoas, quais são suas habilidades, quais são suas intenções. Existe todo um trabalho prévio antes de realocá-los. E o ACNUR, assim como outras agências da ONU, está pronto para ajudar as autoridades nesse processo”, argumenta Godinho. Na entrevista, o porta-voz do ACNUR também trata da intolerância de brasileiros – e até de imigrantes – com os refugiados venezuelanos, que continuam chegando ao Brasil. Ouça no player acima.

Venezuelanos compram mercadorias e buscam refúgio em Pacaraima. Foto: REUTERS/William Urdaneta

Outro assunto de hoje é a febre amarela. A jornalista Carolina Ercolin esclarece dúvidas sobre o tema com o supervisor médico do ambulatório do hospital Emílio Ribas, o infectologista Francisco Ivanildo de Oliveira Júnior. O doutor responde perguntas como, por exemplo: Existe validade para a vacina? Quem precisa viajar para um país que exige comprovação de vacina só pode tomar a dose integral? No caso dos idosos, quais são os prós e contras da imunização? Quais fatores levaram à disseminação da doença?

Ainda nesta edição, o editorialista do Estado José Nêumanne Pinto comenta a falsidade ideológica dos recibos de aluguel apresentados pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme concluiu a Operação Lava Jato.

Você pode participar com sugestões e comentários em nossa produção de podcasts. Aguardamos o seu e-mail no seguinte endereço: podcast@estadao.com

 

AGORA ESTAMOS DISPONÍVEIS NA DEEZER!

Os podcasts do Estadão acabam de ganhar um novo canal de distribuição: o serviço de streaming Deezer. Para ouvir, basta fazer o login na plataforma. Uma vez logado, é só colocar no campo de busca o nome do programa (“Estadão Notícias”) que você terá acesso imediato a todo nosso histórico de publicações. Você também pode acessar diretamente clicando neste link.

 

OUÇA TAMBÉM NO SPOTIFY!

O ‘Estadão Notícias’ é um dos poucos podcasts disponibilizados na plataforma de streaming Spotify. Para acessá-lo e passar a segui-lo, basta digitar o nome do programa (“Estadão Notícias”) no campo de busca. Ou pode clicar diretamente neste link.