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‘Estadão Notícias’: País que leva eleição a sério não proíbe doação de empresas, diz especialista

Emanuel Bomfim

15 Fevereiro 2018 | 06h00

Edição desta quinta-feira, 15, tem como mote as eleições. Mas não pelo seu viés político, da análise das candidaturas e articulação entre partidos, e sim pelo conjunto de regras que normatizam o pleito. Um dos aspectos que vamos debater é o financiamento de campanha. Com o fim da doação de empresas, a classe política logo se movimentou e aprovou um fundo público eleitoral no valor de R$ 1,7 bilhão. Somado a isso, ainda vai entrar no caixa das legendas R$ 888 milhões do fundo partidário, conforme autorizou oficialmente o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

 

Acabar com a doação de recursos de pessoas jurídicas para campanhas foi visto como importante aperfeiçoamento da democracia, já que essa relação vinha produzindo muitos escândalos de corrupção. Mas o novo modelo moraliza de vez o modus operandi da classe política ou apenas cria mais distorções? Conversamos sobre o assunto com Claudio Abramo, vice-presidente da ONG Transparência Brasil.


Para ele, o fim da participação das empresas vai simplesmente fomentar ainda mais o “caixa 2” das campanhas, além de outros subterfúgios possíveis. “Essa turma do STF vive no mundo da lua. É coisa de doido. Nenhum país do mundo em que se leva a eleição a serio se proíbe o financiamento privado. Não porque o financiamento privado seja uma coisa legal, boa, e que o capital deveria influenciar nas eleições… E na minha opinião não deveria. No entanto, proibi-lo é contraproducente, porque provoca a utilização de subterfúgios e do caixa 2”, avalia. Confira entrevista completa no player acima.

 

Programa de hoje ainda apresenta o primeiro capítulo de uma série especial que elenca os desafios do TSE neste ano de 2018, principalmente após o ministro Luiz Fux ter assumido a presidência da Corte Eleitoral. Nesta primeira parte, ouça diversas opiniões de especialistas sobre a aplicação da Lei da Ficha Limpa. Afinal, Lula está mesmo fora do jogo eleitoral em 2018?

 

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Ministro Luiz Fux assume TSE em ano repleto de desafios no campo eleitoral (Foto: Andre Dusek/Estadão)