Mentalistas: As marcas da violência infantil
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Mentalistas: As marcas da violência infantil

Camila Tuchlinski

23 Maio 2017 | 10h02

No início do mês, a mãe e o padrasto de uma criança de 10 anos foram condenados a quase meio século por torturá-la durante dois anos. Em uma ocasião, por não ‘deixar a casa limpinha’, a dupla apertou a língua da filha com alicate até sangrar. Os atos de violência física e psicológica foram diversos.

A sentença foi proferida pela juíza Tatiane Moreira Lima, da Vara de Violência Doméstica e Familiar, que participa desta edição do Mentalistas. Além disso, recebo no estúdio a psicóloga judiciária Anna Christina Cardoso de Mello, da Vara da Infância e da Juventude e Varas de Família do TJ-SP.  

(foto: Tatiane Moreira Lima, Camila Tuchlinski e Anna Christina Cardoso de Mello)

Infelizmente, apesar da notoriedade do caso na mídia, não é o único no País. De acordo com dados de 2016, 129 casos de violência psicológica e física, incluindo a sexual, e negligência são reportados diariamente ao Disque Denúncia 100. Isso quer dizer que, a cada hora, cinco casos de violência contra meninas e meninos são registrados no País. Esse quadro pode ser ainda mais grave se levado em consideração que muitos desses crimes nunca chegam a ser denunciados.

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