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Em crise, Estado do Rio passa restaurantes à prefeitura carioca

Redação

04 Janeiro 2017 | 20h11

A Prefeitura do Rio vai assumir os oito Restaurantes Cidadão da cidade do Rio de Janeiro, administrados pelo governo do Estado. A transferência foi acertada nesta quarta-feira (04/01), após reunião do secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcos Mattos, com a secretária municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação, Clarissa Garotinho, e o presidente da comissão de Orçamento da Alerj, Pedro Fernandes.

“A municipalização dos restaurantes na cidade do Rio foi a solução encontrada para continuarmos a atender à população que precisa desse serviço”, disse o secretário Mattos. Ele também pediu licitou à Prefeitura, com auxílio da guarda municipal, a proteção do patrimônio dos restaurantes fechados.

Atualmente, são servidos 6.750 cafés da manhã e 20.613 refeições nos restaurantes de Bangu, Bonsucesso, Campo Grande, Centro, Irajá, Jacarepaguá, Madureira e Méier. A secretaria municipal terá 60 dias para preparar um estudo de gestão das unidades e apresentá-lo ao novo prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB). O custo total dos restaurantes é R$ 29 milhões por ano.

Pezão gostou da transferência. Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

Pezão gostou da transferência Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

“Como acabamos de assumir, o orçamento ainda está fechado e deve abrir no inicio de fevereiro. Só depois eu posso abrir os restaurantes. Estamos levando os modelos de convênio que o Estado fez com outros municípios e estamos levando para a nossa área jurídica analisar”, afirmou a secretária Clarissa Garotinho, filha do ex-governador Anthony Garotinho. Ele foi o criador, durante seu mandato (1998-2002), dos restaurantes populares, que transformou em uma das marcas do se governo.

A prefeitura também assumirá o café da manhã popular servido em quatro estações de trem (Bangu, Campo Grande, Santa Cruz e Bonsucesso).

“Ainda no dia da posse, o prefeito Marcelo Crivella me pediu para receber os restaurantes populares e eu autorizei no mesmo momento. O que eu quero é parceria. O Estado sozinho não sai dessa crise – afirmou o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).