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Quem Faz

PAULO SILVESTRE é gerente de e-commerce da Samsung. Jornalista apaixonado por mídia e tecnologia, está online desde 1987 e trabalha com mídias digitais desde 1995. Participou da criação da FolhaWeb -que se transformou no Universo Online- e da AOL Brasil. Foi também editor de produtos digitais da revista Exame, gerente sênior de conteúdos digitais da Editora Saraiva, gerente de produtos digitais do Grupo Estado e editor de produtos digitais da Microsoft. Lecionou as disciplinas Jornalismo Digital e Tecnologias da Comunicação na Universidade Metodista de São Paulo e atualmente é professor do curso “Redes sociais, colaboração e mobilidade” da PUC-SP.
segunda-feira 24/11/14 18:23

O poder construtivo e destrutivo do jornalismo-cidadão

Foto: divulgação Ontem a HBO finalmente lançou no Brasil a terceira temporada de The Newsroom. Entre outros dilemas, os personagens do fictício News Night se debatem diante da concorrência do jornalismo-cidadão praticado nas redes sociais. Qualquer semelhança com a vida real não é mera coincidência: o telejornal começa a perder audiência e receita por não conseguir acompanhar a velocidade e diversidade das mídias digitais. A série ...

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terça-feira 26/08/14 16:06

O que os livros impressos da Amazon representam

Caixa padrão da Amazon - Foto: divulgação

Caixa padrão da Amazon - Foto: divulgação Na última quinta-feira (21), a Amazon começou a vendar livros impressos em sua operação brasileira, antes restrita a livros digitais, aplicativos e seus e-readers Kindle. Isso detonou uma gritaria acusando a gigante do varejo de práticas draconianas contra editoras e de descontos agressivos, o que liquidaria os pequenos livreiros. Mas ninguém está falando daquilo ...

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segunda-feira 18/08/14 08:19

Qual é o segredo do Secret?

"O Segredo", bronze de Lagoa Henriques - Foto: Manuel Botelho/Creative Commons
"O Segredo", bronze de Lagoa Henriques - Foto: Manuel Botelho/Creative Commons

“O Segredo”, bronze de Lagoa Henriques

Quando conheci o Secret, fiquei tentando entender como funcionaria uma rede social cuja principal característica é o completo anonimato de seus participantes. Pareceu, de cara, uma contradição em termos. Mas há méritos no app.

Para quem nunca ouviu falar dele, o Secret é uma rede social construída por pequenos posts publicados a partir do celular de maneira anônima. Quer dizer, o sistema sabe quem são os autores e onde eles estão, além de quem são seus “amigos” (da agenda do telefone e do Facebook) que também usam o produto. Dessa forma, ele constrói uma lista de posts que, de alguma forma se relacionam com o usuário, mas sem que ele saiba quem são os autores.

Os tais “segredos” quase sempre são pequenas tolices que interessam a pouca gente (ou ninguém além de quem os postou). Há também aqueles que usam o aparente anonimato para caluniar e detratar seus desafetos. Por que então essa ferramenta está fazendo sucesso?

Talvez a explicação esteja justamente na possibilidade de a pessoa poder publicar o que quiser, sem o temor de ser julgado pelos seus amigos (reais ou virtuais). Já virou até piada dizer que ninguém é tão feliz quanto parece ser no Facebook. E ninguém é mesmo! Mas não é de se espantar que, na rede de Mark Zuckerberg, sejam publicadas quase que exclusivamente coisas positivas (ou pelo menos não reprováveis). Afinal, tudo vai ao ar com a assinatura do autor. Daí a sensação de que a vida parece ser mais bela ali.

Mas, como diriam os psicólogos, todos têm uma “sombra”, aquele lado com desejos que podem ser considerados imorais, inaceitáveis para a sociedade. Não havia muito lugar para ela em um mundo com redes sociais das mais diversas: para compartilhar fotos, o lugar onde se está, seu sucesso profissional, sem falar nas redes de relacionamento capazes de atender aos grupos sociais mais restritos.

O Secret surgiu aparentemente para ocupar essa lacuna. E é curioso ver como as pessoas criam verdadeiras conversas completamente anônimas em torno desses posts. Conversas com pessoas sem nome, sem rosto, sem sexo ou idade. Mesmo assim, elas estão ali.

Talvez os criadores desse pequeno app tenham mesmo descoberto um nicho ainda inexplorado nas redes sociais. Veremos se é apenas um hype ou se realmente as “sombras” encontraram o seu lugar ao sol.

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quarta-feira 23/07/14 22:37

Em time que está empatando, não se mexe?

Foto: Manuel de Sousa/domínio público

Foto: Manuel de Sousa/domínio público O mercado de livros impressos no Brasil teve um crescimento inexpressivo em 2013, enquanto as receitas com e-books mais que triplicaram no mesmo período. Mesmo assim, as iniciativas digitais de editoras e livrarias continuam extremamente tímidas, para não dizer que há um boicote deliberado para tentar retardar o quanto puderem a migração para os meios digitais. Os índices acima são da pesquisa Produção ...

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quarta-feira 21/05/14 16:16

“O conteúdo é rei” é uma tremenda balela

Redação de The New York Times em 1942 - Foto: Marjory Collins/Biblioteca do Congresso dos EUA

[caption id="attachment_1002" align="alignnone" width="600"]Redação de The New York Times em 1942 - Foto: Marjory Collins/Biblioteca do Congresso dos EUA Redação de The New York Times em 1942[/caption] Há quase vinte anos, eu ouço a tese do “conteúdo é o rei”, que um bom editorial seria suficiente para levar um veículo ao sucesso, dito pelos coleguinhas quase desprezando outras áreas da empresa, como o comercial e a estratégia. Mas um extenso Ler post

sábado 03/05/14 15:54

Morre outra vítima da imprensa

Capa do extinto Notícias Populares, colocando ainda mais lenha na fogueira, de maneira totalmente irresponsável - Foto: reprodução

[caption id="attachment_995" align="alignnone" width="600"]Fachada da antiga Escola Base, que foi depredada pela população após denúncias infundadas veiculadas pela imprensa - Foto: reprodução Fachada da antiga Escola Base, que foi depredada pela população após denúncias infundadas veiculadas pela imprensa[/caption]   Na quinta, foi divulgada a morte de Icushiro Shimada, ex-dono da Escola Base e vítima de um erro generalizado da imprensa, que destruiu as vidas de sua família e de seus sócios e ...

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segunda-feira 17/02/14 07:19

Outra maneira de encarar a intangibilidade do amor

  “Apaixonar-se é uma coisa louca: é uma forma de insanidade socialmente aceitável.” Isso é matéria-prima recorrente para poetas, psicólogos e qualquer um que se proponha a tentar entender a mente humana. Mas é possível se apaixonar por um software? E ainda ser correspondido? A frase é do filme “Ela” (“Her”, 2013), em cartaz nos cinemas brasileiros e cujo trailer pode ser visto acima. Esse post não é ...

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