Todos iguais? Não, o PT é diferente

Todos iguais? Não, o PT é diferente

O que essa quadrilha disfarçada de grupo político fez de pior, insisto, sob a liderança de Lula, foi semear ódio e discórdia no coração do cidadão brasileiro.

Mario Vitor Rodrigues

14 Maio 2017 | 09h23

Arquivo: intenet

A questão é muito simples: principalmente de um tempo para cá, tem sido comum perceber o discurso de que a corrupção política não vem de agora. E quem pode negar? Nem precisaríamos ir tão longe, mas o fato é que não há um único livro de história respeitável que deixe de afiançar essa tese, relatando episódios clássicos de toma-lá-dá-cá e canetadas explícitas.

O problema é que embutida no argumento está uma espécie de pasteurização da corrupção. Como se todos os crimes desse tipo cometidos até hoje fossem iguais, todos os esquemas tivessem o  mesmo peso, resultassem igualmente danosos para os cofres públicos e para a democracia.

E isso é mentira, como João Santana e Mônica Moura deixaram muito claro em suas delações.

A verdade, isso sim, é que o PT, comandado por Luiz Inácio, não apenas roubou os acachapantes bilhões noticiados pela mídia. Fez muito pior do que isso, e do que violentar nossa democracia ao corromper o sistema eleitoral e aparelhar o Estado. Foi além, inclusive, de redistribuir nossas riquezas para sua casta principal.

O que essa quadrilha disfarçada de grupo político fez de pior, insisto, sob a liderança de Lula, foi semear ódio e discórdia no coração do cidadão brasileiro.

Não tem muito tempo, dia desses, entre idas e vindas ao mercado e à feira, matutei a respeito da importância de um bom diálogo para o futuro do país. Sobre como era necessário, por mais exaustivo que fosse, ouvir quem ainda ponderava a incessante saraivada de maracutaias reveladas pela operação Lava-Jato. E, acima de tudo, sobre como era fundamental tentar alcançar os motivos que levam alguém a defender, descarada ou envergonhadamente, a mais articulada e perigosa gangue já registrada em nossa história.

Era, já não é mais.

Muito pelo contrário, se existe um favor que o cidadão ainda pode fazer a si mesmo e à sociedade, hoje, é justamente o de se recusar a dialogar com quem, em última análise, favorece meios e pessoas responsáveis pela sua própria infelicidade.

Se defendo aqui a intransigência pura e simples? Claro que não. Há várias pessoas sensatas por aí, inclusive ligadas à esquerda, dispostas a fazerem análises honestas, sem intenção alguma de litigar com os fatos. Apenas representam uma ínfima minoria.

O ponto é que deixou de ser saudável interagir com quem se recusa a aceitar a realidade.

Pior ainda, deixou de ser inteligente.

No fundo, durante todo esse tempo, sempre que se discutiu política com quem jamais mostrou interesse real em debater, colaborou-se para sacramentar o plano engendrado pelo petismo, sem o qual seu projeto de poder jamais floresceria.

Pois, chega. Basta. A quadrilha está nua, seus líderes são indiscutíveis criminosos e o feitiço já começa a esmaecer. Resta, a partir de agora, apenas torcer para que o brasileiro comum finalmente caia em si, abandone o estado de negação, e enxergue o Partido dos Trabalhadores como ele de fato é: o maior carrasco que este país já conheceu.