2012: a implosão!

Tutty Vasques

02 Janeiro 2012 | 10h09

reproduçãoSempre à frente de seu tempo, o prefeito Gilberto Kassab teve lá seus motivos para ficar feliz da vida com a meia-implosão do antigo Moinho Central de São Paulo logo no alvorecer de 2012. O Rio pode até se gabar dos fogos de véspera em Copacabana, mas nenhuma outra cidade do mundo tem know-how com explosivos para destruir dois andares inteirinhos de um prédio, sem detonar o resto da edificação.

No futuro, imagina-se, todo morador de apartamento vai pensar duas vezes antes de arrumar briga com o vizinho de cima – e vice-versa! –, sob risco de não ter para onde voltar de um feriadão com a família na praia.

A vizinhança do velho moinho do bairro de Campos Elíseos voltou pra casa frustrada no domingo muito provavelmente por causa da sidra do réveillon. De ressaca, convenhamos, nenhuma implosão faz a cabeça de quem é retirado da cama num raio de 500 metros do epicentro da demolição planejada.

Ninguém por lá parou pra pensar que a dor de cabeça teria sido muito pior se a Prefeitura tivesse utilizado a quantidade de dinamite necessária para pôr abaixo toda a construção.

Coisa de gente que não sabe beber, né não?