À ONU tudo ou nada?

Tutty Vasques

19 Março 2011 | 06h50

SADGDANão é de hoje que a ONU tem sido uma verdadeira mãe para muita gente e, como qualquer mãe, já está acostumada à má-criação até de seus afilhados mais ajuizados. “Não te mete no Iraque, menino!” – ralhou com George W. Bush dias antes da invasão americana em 2003.
Pra falar a verdade, raramente lhe dão atenção! Não à toa, portanto, ela própria estaria agora achando muito estranho o súbito bom comportamento de Muamar Kadafi.

Em reação ao castigo que lhe tomou o espaço aéreo para brincar de aviãozinho de guerra na Líbia, o menino maluquinho de Trípoli decretou ontem mesmo imediato cessar-fogo, como quem diz “sim senhora”, encerra a bagunça que fazia e vai dormir. “Boa noite, mamãe!”

O leitor que é pai decerto desconfia que o grande ditador esteja dissimulando suas verdadeiras intenções para ganhar tempo. Capaz de estar só fingindo que amarelou para, em silêncio, varrer a rebeldia à sua volta sem chamar atenção externa sobre as atrocidades que vinha garganteando nos últimos dias.

Seja como for, só pelo fato de calar o boquirroto, dona ONU está de parabéns!