Belluzzo, o pit-heterodoxo

Belluzzo, o pit-heterodoxo

Tutty Vasques

29 Novembro 2009 | 09h47

ILUSTRAÇÃO POJUCAN

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É nisso que dá economista falar sobre coisas que todo mundo entende! Luiz Gonzaga Belluzzo revelou-se outra pessoa depois que virou presidente do Palmeiras e passou a discutir futebol como qualquer metido a entendido no assunto. E quando um economista se comporta feito gente, dá nisso: o Brasil está chocado com o ser humano que habita o ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Será que o que ele dizia contra o “câmbio flutuante” já tinha a ver com essa disposição para “matar os bambis”?

“O Belluzzo sempre foi um heterodoxo convicto e radical!”, diz a também economista Maria da Conceição Tavares, que, ao contrário da maioria de seus colegas de primeiro time, jamais se escondeu numa teoria monetária qualquer. Pelo contrário, de vez em quando soltava meia dúzia de palavrões para nos lembrar com quem estávamos falando. Ninguém é economista o tempo todo na vida. Ou você acha que o Henrique Meirelles fala sempre com aquela impostação e aquele palavreado de locutor de reunião do Copom? Claro que não!

O que talvez ainda choque no Belluzzo à flor da pele que se apresenta é o espírito “Maçaranduba” que aflora no transe. Como o personagem do humorístico Casseta & Planeta que emplacou na TV o bordão “vou dar porrada”, o ilustríssimo presidente do Palmeiras não pensa em outra coisa. Quando não ameaça bater no juiz, fala em “matar” o adversário, enfim, o homem soltou o pit-boy que escondia no figurino de economista. Amigos torcem para ele volte a ser aquele cara sério que não se deixa revelar.