Chulé & futebol

Tutty Vasques

05 Julho 2011 | 02h44

reproduçãoÉ dura a vida de publicitário! O cara vira noites a fio quebrando a cabeça para ser criativo em propaganda viral de spray contra chulé e, na hora H, o dono dos pés “mais famosos do mundo” contratado para estrelar o comercial não vê nem a cor da bola em campo.

A campanha ‘O que o Neymar viu?’ – charada proposta sobre o olhar enigmático do jogador em cena de supermercado – estreou mal na Copa América. O time que empatou com a Venezuela não cheira nem fede, mas nem por isso deixa de ser desagradável!

Ainda não inventaram nada que dê jeito no futebol chulé da seleção. “Chulé”, aí no caso, é adjetivo próprio de má qualidade, barato e ordinário, nada que se possa resolver com aerossol no vestiário.

Mudanças de técnico ou de camisa 10 também não têm se mostrado eficazes na solução do problema que aflige a torcedores, jogadores e jornalistas, indistintamente.

Há quanto tempo ninguém se diverte em partidas da seleção? A sensação deve ser ainda pior dentro de campo, mas nada se compara à frustração do publicitário que lançou a campanha “o que o Neymar viu?”, imaginando que estaríamos todos vendo coisa melhor a essa altura do campeonato.