Cio da tela

Tutty Vasques

23 Julho 2011 | 06h51

reproduçãoImpactada noite dessas pela pegada visceral com que o personagem de Rodrigo Lombardi em ‘O Astro’ invadiu o banheiro feminino de uma boate e, a um só golpe da mão direita, arrancou a calcinha da executiva vivida por Carolina Ferraz na novela das 11, a sagrada família brasileira começa a rever seus preconceitos sobre o beijo gay na televisão. Antes que a heteroafetividade fuja inteiramente ao controle dos bons costumes na sala de TV.

Cá pra nós, mal comparando com o sexo na bancada da pia no remake de Janete Clair, o namoro entre Eduardo e Hugo no horário nobre de Gilberto Braga e Ricardo Linhares parece coisa de menino brincando de médico no portão de casa. De vez em quando, a mãe de um deles aparece e diz “ai, ai, ai”! Não passa disso!

Diz que a Globo mandou esfriar o romance homoafetivo na trama das 9, de sorte que não será surpresa se amanhã o casal terminar o relacionamento por causa de um jogo de bola de gude ou um caldo na praia. Tem coisa mais inocente?

Desse jeito, francamente, a classe média acaba até tomando gosto pela alternativa meiga ao despudor heterossexual vigente, né não?