Convescote em Nova York

Tutty Vasques

26 Setembro 2012 | 00h03

ilustração pojucanDe tudo que Dilma Rousseff fez depois de eleita, o que mais empolga sua filha Paula são os discursos da presidente na abertura da Assembleia Geral da ONU. Não à toa, ela não perde tal performance da mãe em Nova York, desta vez com direito a ópera de véspera no Licoln Center e o escambau.

A primeira-filha não é a única pessoa em Manhattan fingindo dar importância ao maior e mais chato encontro de chefes de estado do mundo. O próprio Ahmadinejad, entre um e outro desaforo de praxe, deve ter lá seus prazeres secretos na Big Apple.

Qualquer um pode escapulir do plenário sem riscos de perder nada que tire o planeta da rota do fim do mundo. De vez em quando uma delegação deixa o salão em atitude de protesto, decerto direto para as compras.

Cá pra nós, tem coisa mais previsível que discurso da Dilma contra a política monetária dos países ricos? Barack Obama só não aproveitou a deixa para levar Angela Merkel ao melhor hambúrger do pedaço porque sua fala pela paz intergaláctica viria logo a seguir.


Feliz é a Paula, que teve como única obrigação oficial em NY assistir ao pronunciamento da própria mãe na ONU. Qualquer um, no lugar dela, também estaria eufórico!