Crise, que crise?

Tutty Vasques

13 Julho 2011 | 06h54

ilustração pojucanO prefeito Gilberto Kassab nega que vá botar dinheiro público na transação do Corinthians para trazer Carlitos Tevez de volta ao Timão. Disse a mesma coisa quando surgiu o projeto do Itaquerão, mas isso não vem ao caso. Quem está aqui na berlinda é Andrés Sanchez, presidente do clube.

Dia desses cometi enorme injustiça ao não incluí-lo, na companhia de Ricardo Teixeira e Blairo Maggi, na lista de homens cuja cara confiável basta. Nada mais explica a facilidade de Sanchez para juntar grana em negócios espetaculares.

Além do estádio de R$ 1 bilhão e da oferta de 40 milhões de euros para comprar o Tevez, o Corinthians contrata jogadores às pencas: o argentino seria só mais uma atração internacional num ataque que em 2011 ganhou reforços milionários como o imperador Adriano, o sheik Émerson, Liedson, Alex e o escambau!

Numa época em que a maioria dos clubes passa por sérias dificuldades de endividamento, o cara tira dinheiro da cartola, bota pra quebrar.
Não sei não, viu, mas se tivesse alguém como Andrés Sanchez no governo, o trem bala sairia do papel rapidinho. E ainda sobraria um dinheirinho pra comprar mais alguém bom de bola por aí.