Desculpem o mau humor!

Tutty Vasques

22 Setembro 2012 | 06h47

ilustração pojucanTodo chargista tem o direito garantido por lei na França – acho que aqui no Brasil também – de rabiscar as bobagens que quiser! O que pega no traço da turma que desenha Maomé em séries bizarras para o semanário satírico ‘Charlie Hebdo’s’ é a falta de graça.

Não dá pra ser bonzinho neste ofício, mas também não existe humor a serviço exclusivo do mau humor e do ódio! Pode até acontecer de uma piada semear fúria, mas esta não pode ser a meta de quem busca o riso.

Não existe humor do bem nem do mal! Sátira ou é bem feita ou é mal feita. Duvido que os franceses, enjoados para rir do jeito que são, estejam achando alguma graça na figura do profeta vestido só de turbante perguntando ao leitor do tabloide: “Você gosta do meu traseiro?”

Não sei, graças a Deus, como fazer, mas há de ter piada engraçada com Maomé, coisa que os bons profissionais do ramo no Ocidente não se aventuram a elaborar para não dar corda à intolerância com a falta de respeito à religião alheia. Melhor deixar quieto!


O resto é picaretagem da imprensa alternativa em busca de celebridade para suas páginas de humor oportunista. Ô, raça!