Desorganização das Nações Unidas

Tutty Vasques

23 Março 2011 | 06h06

dgagaMuricy Ramalho prefere comandar o Santos por causa da boa estrutura de trabalho na Vila Belmiro, mas ainda ontem só se falava dele na ONU como nome de consenso para dar um jeito na bagunça do ataque da coalizão internacional na Líbia. Aquilo lá está pior que o Fluminense – não à toa ninguém quer dirigir os aliados em campo de batalha.

Barack Obama, como se sabe, andou esses dias falando mais do Pinochet que do Kadafi. Antes disso, quando citou Jorge Benjor, os americanos já suspeitavam que seu presidente tirou a visita à América do Sul para viajar na maionese.

Como no Reino Unido só se fala no casamento do príncipe William, sobrou para Nicolas Sarkozy o papel de dono do time que enfrenta Muamar Kadafi na casa do adversário. Chama atenção no presidente francês, além do salto carrapeta no front, a afobação com que planeja ataques aéreos a Trípoli.
Dizem, até, que só estaria esperando a chegada do ministro Nelson Jobim ao teatro de operações para transformar a Líbia numa espécie de showroom dos caças Rafale que a França quer vender ao Brasil.

Ou seja, não é mesmo guerra pra gente séria como o Muricy Ramalho!